Em uma manhã recente de junho, Savannah McConneaughey, de 7 anos, se juntou a outras três crianças no Kellogg's Diner, em Nova York, para discutir suas carteiras de investimentos. "Estou economizando para roupas novas, sapatos novos, brinquedos e talvez", ela fez uma pausa para pensar, "uma mansão".

Ao lado dela, Naima McElroy, de 12 anos, lamentava os hábitos financeiros de seus colegas. Muitos de seus colegas de classe têm dificuldade em economizar, disse ela, porque gastam todo o dinheiro em Robux (a moeda usada no jogo online Roblox), NeeDohs (brinquedos macios) e Squishmallows (outros brinquedos macios). "É mais difícil tomar boas decisões financeiras por causa da internet", disse ela com um suspiro.

Savannah concordou, dizendo: "Tipo, você pode gastar seu dinheiro com coisas que você quer, mas não gaste todo o seu dinheiro com coisas que você quer".

Durante o café da manhã, os jovens investidores se reuniram a pedido da Acorns Early, uma versão voltada para crianças da Acorns, um aplicativo de poupança e investimentos. Conhecida principalmente por permitir que os usuários invistam seu troco (a Acorns arredonda automaticamente as transações para o dólar mais próximo e investe a diferença), a empresa se junta às muitas plataformas de investimento —como Robinhood, Schwab, Vanguard e Fidelity— que estão correndo para atender a um grupo crescente de novos clientes: crianças. A Acorns até recrutou seu próprio "conselho consultivo infantil", que inclui Savannah e Naima, para avaliar os recursos do aplicativo.