Yulia Sviridenko deixará o cargo de primeira-ministra, ao qual foi empossada ano passado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e a ex-primeira-ministra, Yuliia Svyrydenko — Foto: Reprodução/Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/07/2026 - 10:27 Zelensky substitui primeira-ministra para fortalecer laços com UE e enfrentar guerra O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a substituição de Yulia Sviridenko como primeira-ministra, parte de uma estratégia política renovada que visa fortalecer laços com a UE e responder aos desafios da guerra. Novos planos incluem a fabricação de sistemas Patriot e reforço das fronteiras. Zelensky agradeceu Sviridenko e propôs liderar relações com parceiros-chave. A mudança requer aprovação parlamentar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, anunciou, neste domingo (12), que substituirá a primeira-ministra Yulia Sviridenko e os chefes de várias agências governamentais. De acordo com uma publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que as trocas são parte da alteração de sua estratégica política. "Essas mudanças exigem uma renovação do Conselho de Ministros", explicou. Na publicação, o presidente agradeceu a Sviridenko pelo seu trabalho e disse ter oferecido à ex-premier a oportunidade de "liderar uma nova e importante área de relações com um parceiro-chave", sem fornecer mais detalhes. Zelensky nomeou Sviridenko para o cargo de primeira-ministra no ano passado. As mudanças no gabinete exigem aprovação parlamentar, embora os legisladores tenham apoiado amplamente Zelenskyy desde a invasão russa de 2022 e raramente bloqueiem sua agenda. Novos planos Zelensky também indicou planos para designar uma pessoa específica para gerir diversas as diferentes áreas da política externa mencionadas como prioritárias. "O mesmo se aplica ao nosso trabalho interno. Há novos desafios e novas tarefas. Todo o trabalho nas regiões de linha de frente e fronteiriças da Ucrânia, que sofrem ataques russos todos os dias, deve ser significativamente fortalecido", observou. Apesar dos bombardeios quase diários — pelo menos quatro pessoas morreram, neste domingo, em decorrência de um ataque russo em Dnipropetrovsk, no centro-oeste do país —, Zelensky tem tentado remodelar a guerra e garantir um novo fôlego aos soldados ucranianos no front. O afastamento do presidente americano pode ter sido peça-chave nesse momento. Ao mesmo tempo que Trump fazia pouco para esconder sua admiração pelo presidente russo, Vladmir Putin, e sua relação próxima, a pouca importância que parecia demonstrar à Ucrânia e ao próprio Zelensky pode ter operado como uma espécie de passe livre à atuação ucraniana no campo de batalha. A resposta mais agressiva no front, além de demonstrar a resiliência do líder ucraniano, também teve resultado direto em sua popularidade: uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, de junho, 61% dos ucranianos confiam em Zelensky, números melhores do que os do auge da crise, no segundo semestre do ano passado.