"Chama-se futebol, não soccer." A provocação da federação belga de futebol aos Estados Unidos, depois da goleada que eliminou os donos da casa na Copa do Mundo de 2026, reacendeu a discussão sobre o nome do esporte mais popular do mundo —cerca de 3,5 bilhões de fãs e praticantes amadores no planeta.

A publicação da Bélgica na rede social X se deu na esteira da interferência de Donald Trump para que a Fifa retirasse a suspensão a Folarin Balogun. O atacante americano foi expulso na fase de 32 após entrada forte no tornozelo de jogador da Bósnia. O presidente dos EUA admitiu o pedido feito à Fifa.

Além do escárnio sobre o adversário derrotado, a mensagem belga apela à tradição nas entrelinhas, como se dissessem: "Isso que vocês começaram a jogar outro dia e chamam de ‘soccer’ é um velho conhecido nosso, e o nome é ‘football’".

O deboche pode fazer ainda mais sentido para quem vive onde se adota o segundo termo. Isto é, nos países das Américas do Sul e Central e da Europa.

Mas o termo "soccer" é contemporâneo ao "football". As expressões coexistem no Reino Unido desde o século 19, e os britânicos são os responsáveis, portanto, pela confusão linguística que persiste nos dias atuais. E em mais de um idioma.