Uma coalizão de oito entidades musicais, dentre elas o Grammy e a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), lançou nesta sexta-feira (10) um rótulo para identificar o uso de inteligência artificial na gravação de músicas, a fim de oferecer aos fãs informações mais transparentes sobre o conteúdo consumido.
A organização apresentou dois rótulos: "gerado por IA" e "assistido por IA". A primeira abrange casos em que a inteligência artificial foi usada para gerar toda ou a parte principal dos elementos musicais, como a performance vocal principal, o desempenho instrumental-chave ou situações em que a ferramenta gerou a canção inteira.
Já a categoria "assistido por IA" se aplica a composições criadas substancialmente por humanos, mas que tiveram alguns elementos expressivos gerados com o uso de inteligência artificial.
Em nota, o grupo explicou que as certificações estarão disponíveis em breve e não se aplicam ao uso da tecnologia em letras, composição, videoclipes ou capas de álbuns. A ideia, entretanto, é que a rotulagem evolua conforme a tecnologia e as necessidades do setor.
A expectativa da organização é que esse sistema de transparência, voluntário até o momento, seja amplamente adotado por serviços de música digital e outros parceiros da indústria.










