Britânicos não deram sorte ao Miami Marlins, time da casa, que acabou derrotado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedores ingleses se aglomeram em torno de um dos bares do ginásio do Miami Marlins, time de beisebol — Foto: Rafael Oliveira RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/07/2026 - 03:41 Torcedores ingleses animam jogo de beisebol em Miami antes da Copa Torcedores ingleses, vestidos com camisas da seleção de futebol, invadiram um jogo de beisebol do Miami Marlins em Miami, antes das quartas de final da Copa contra a Noruega. A maioria desconhecia o esporte, mas se divertiu com cervejas e cânticos de arquibancada. A interação cultural gerou momentos inusitados, como a reação ao primeiro home run, confundido com um gol, e perguntas curiosas sobre as regras do jogo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Andy Moreira levou um susto quando chegou no ginásio para mais um jogo do Miami Marlins. O time é um dos menos populares da Major League Baseball (MLB). A arquibancada costuma ser frequentada apenas pelos moradores da região. Mas, nesta sexta, ele se deparou com centenas de ingleses, todos fardados com a camisa da seleção de futebol. Na expectativa do jogo contra a Noruega, pelas quartas de final da Copa, na mesma cidade, reforçaram a torcida pelo clube local, que enfrentava o Cleveland Guardians. - Até que foi divertido - disse o nicaraguense de 28 anos, que vive em Miami desde pequeno. Os ingleses também deixaram o estádio com semblantes de quem se divertiu. Mas é difícil saber até que ponto o motivo foi a partida de beisebol. A impressão é que fizeram uma festa dentro do ginásio. E, por coincidência, tinha um jogo ocorrendo ao lado deles. A falta de conhecimento das regras prejudica o interesse. Para a grande maioria dos ingleses que estavam ali, aquele fora o primeiro contato com o esporte. - É só acertar a bola com o taco, não? - retrucou um britânico ao ser perguntado pela reportagem se conhecia o funcionamento do beisebol. Ingleses chegam para jogo no Miami Marlins, um dia antes de duelo pela Copa do Mundo — Foto: Rafael Oliveira Já Joe Thomas identificou na dinâmica dentro de campo semelhanças com o rounders, praticado por crianças e adolescentes no Reino Unido. De fato, este é considerado uma das origens do beisebol moderno, tendo sido levado para os Estados Unidos por imigrantes ingleses e irlandeses no século XVIII. O inglês, que está acompanhando o English Team na Copa com os amigos desde o primeiro jogo, é uma exceção. A grande maioria olhou para o campo e, sem entender o que se passava, parou de prestar atenção. Torcedore estenderam bandeira, o que é proibido nos jogos da Major League Baseball — Foto: Rafael Oliveira O choque cultural começou cedo. Ao chegarem, os ingleses penduraram faixas e bandeiras nas grades, prática corriqueira em estádios de futebol. Só que ali não era um, e os agentes de segurança solicitaram que retirassem. A prática não é permitida. - Amanhã vocês vão poder fazer isso à vontade - orientou o segurança. Havia alguns noruegueses no ginásio. Mas a grande maioria dos torcedores estrangeiros eram ingleses. O Marlins tentou repetir a estratégia feita durante a passagem da Escócia por Miami, para enfrentar o Brasil, ainda pela fase de grupos. Na ocasião, convidaram o Tartan Army, como é conhecida a torcida, que promoveu uma marcha até o ginásio e ocupou 8 mil ingressos, com direito a apresentação especial de gaita de fole no campo. Desta vez, os ingleses não foram tão numerosos (encheram apenas um setor). E tampouco procuraram incentivar a equipe local como os escoceses fizeram. Os Marlins saíram de campo derrotados (3 a 2). Mas, até aí, também seria injusto por este tropeço na conta dos visitantes. Torcedores ingleses tentam assistir ao jogo de beisebol, no ginásio de Miami — Foto: Rafael Oliveira Para a alegria do clube, os ingleses não economizaram no consumo de cerveja. A maioria deles nem quis ficar sentada. Preferiram permanecer de pé, nas mais de 2 horas de partida, em torno de um dos bares fazendo aquilo que sabem tanto quanto beber: cantar músicas de arquibancada. Aparentemente eles são capazes de fazer qualquer frase ou termo ser inserido dentro de seu repertório de melodias. O nome do técnico Thomas Tuchel foi adaptado em um grito que já está na boca da torcida. E dividiu as cordas vocais dos presentes com a clássica "Please don't take me home" e a controversa "Ten german bombers". Não pararam nem quando todo o restante do ginásio se levantou e ficou em silencio para uma interpretação do hino americano feita por uma cantora local. Conversar ou olhar para o celular também fazia sucesso entre eles enquanto Marlins e Guardians disputavam a partida. Aparecer no telão do ginásio também os divertia. Somente o primeiro home run (a jogada mais famosa do beisebol) do time da casa é que fez os ingleses se conectarem com a partida. Como todo o restante do público gritou como um gol e um equipamento ao lado "cuspiu" fogo, os visitantes se animaram e comemoram juntos. - O beisebol é considerado o esporte mais tradicional das principais ligas americanas. Ele possui uma dinâmica mais lenta. Não acontecem tantas coisas em campo. Então imaginei que pudessem achar chato - comentou Andy Moreira. Aparecer no telão virou uma atração entre os ingleses no ginasio do Miami Marlins — Foto: Rafael Oliveira Por ser entendedor do esporte, o nicaraguense acabou virando o tira-dúvidas dos presentes. "Qual dos dois times é o Miami?", "O que determina o fim do jogo?" e "Foi gol?" foram algumas das perguntas direcionadas a ele. Os ingleses demoraram a entender quando o jogo acabou. Só perceberam ao verem que parte do público local já havia saído. Deixaram o ginásio leves e sem tensão. Como provavelmente não estarão neste sábado.
'Foi gol?': mesmo sem entender, torcida da Inglaterra vai a jogo de beisebol em Miami e faz festa pré-quartas de final da Copa
Britânicos não deram sorte ao Miami Marlins, time da casa, que acabou derrotado









