Equipe enfrenta a Noruega hoje, em Miami, na briga por uma vaga na semifinal do Mundial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Kai Andrews (à direita) e o pai, Carl, estão em Miami para acompanhar a Inglaterra — Foto: Rafael Oliveira RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 22:28 Torcedores Ingleses em Miami Superam Rivalidades por Amor à Seleção Em Miami, torcedores ingleses deixam de lado rivalidades de clubes em prol da seleção nacional, sonhando com um segundo título mundial. Durante o confronto contra a Noruega, eles exibem unidade, usando camisas da Inglaterra em vez de seus times locais. Essa coesão, reforçada desde a gestão de Gareth Southgate, destaca-se, unindo o país em torno do futebol e do lema "o futebol está voltando para casa". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quando os torcedores da Inglaterra cantam que “o futebol está voltando para casa”, na bem-humorada canção que virou lema, estão falando de um país em que se disputa a melhor e mais competitiva liga do mundo. Mas rivalidades como as de Manchester e Londres, casas dos clubes mais tradicionais e das principais estrelas do país, ficam de lado na torcida por um segundo título da Copa do Mundo, que não vem desde 1966. O GLOBO percorreu as ruas de Miami, onde acontece o confronto com a Noruega, hoje, e percebeu um sentimento geral de unidade entre os ingleses. — Aqui eu estou com a camisa da Inglaterra. Não com a do Birmingham — diz Geoff Callow, que não vê problema em torcer para os jogadores do grande rival de seu time, o Aston Villa, mas admite torcida especial por uma cria do seu clube: — Jude Bellingham jogou lá até os 16 anos. Desde aquela época já víamos como era fenomenal. Geoff Callow e o amigo Stu Gould, torcedores da Inglaterra e do Birmingham — Foto: Rafael Oliveira Em vez de implicar com os jogadores dos rivais, o que mais se vê entre os ingleses é o carinho pelas crias de seus clubes. Mesmo quando eles estão do outro lado: — O Olise já jogava esse futebol incrível no Reading. Infelizmente tivemos que vendê-lo para o Crystal Palace porque era um dinheiro bom para um clube pequeno como o nosso. Mas ficamos muito felizes de vê-lo jogar esse futebol. A maioria dos gols do Mbappé é graças a ele — afirma o torcedor do Reading Paul Ayers, que apesar do carinho pelo meia francês, não quer encontrar os bleus na decisão: — São a única seleção que nos faz temer. Este talvez seja o melhor time da história deles. Paul Ayers (à direita) ao lado do filho, Matt — Foto: Rafael Oliveira União desde Southgate Kai Andrews, torcedor do Derby County, da segunda divisão inglesa, e do Liverpool, equilibra os sentimentos: — Eu não vou ficar elogiando eles. Mas é claro que, quando Harry Kane (hoje no Bayern, mas identificado com o Tottenham) ou Declan Rice vestem a camisa da Inglaterra, torço por eles e vibro com suas jogadas — admite. — Esse é o nosso jeito. O time passa a ser a Inglaterra. Kai Andrews (à direita) e o pai, Carl — Foto: Rafael Oliveira Stephan Owens, torcedor do Crystal Palace, que tem Strand Larsen na seleção norueguesa, deixa o lado clubista totalmente de lado: — A gente odeia eles (os jogadores rivais) só quando não estão com a Inglaterra. Aqui formam um time só — conta ele, que prefere não ver o atacante norueguês feliz na tarde de hoje: — Continuamos gostando dele. Sô não queremos que ganhe (risos). Da esquerda pra direita: Joe Charlton, os irmãos Stephan e Garret Owens e Alan Alexander — Foto: Rafael Oliveira As camisas branca e vermelha da Inglaterra, unanimidade entre os torcedores, parecem acalmar as rivalidades. A título de comparação, é bem mais comum ver camisas de clubes entre os torcedores brasileiros durante o Mundial do que entre os ingleses. Quando muito, os torcedores exibem os nomes das cidades de origem nas bandeiras do país, uma tradição já nas arquibancadas da Premier League. Uma diferença cultural de demarcar identidades, mas que ajuda a explicar a ideia atual, que alguns torcedores creditam até ao treinador anterior, Gareth Southgate, que comandou a equipe entre 2016 e 2024. — Quando ele assumiu, o ambiente na seleção era outro. Os jogadores se chocavam, havia disputas internas, e isso se refletia muito na torcida. Ele fez um trabalho incrível de implementar o foco no coletivo que, em 2018, quando chegamos à semifinal, uniu todo o país. Acho que isso ficou até hoje — explica o torcedor do Manchester United Tom Couniham, que não vê problemas em vibrar pelos gols dos jogadores dos clubes rivais, mas brinca ao falar dos do Manchester City: — Esses podem ficar no banco (risos). Tom Couniham, torcedor do Manchester United e da seleção inglesa — Foto: Rafael Oliveira
Em Miami, torcedores da Inglaterra ignoram rivalidades de clubes pelo sonho da Copa: 'Uniu todo o país'
Equipe enfrenta a Noruega hoje, em Miami, na briga por uma vaga na semifinal do Mundial










