Ao menos 330 crianças morreram ou ficaram feridas desde o início do ano em consequência da guerra entre o Exército do Sudão e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
As crianças "são mortas e feridas em suas casas, nas estradas, nos mercados e enquanto tentam acessar serviços essenciais, como educação e atendimento médico", escreveu, em comunicado, Sheldon Yett, diretor do Unicef no Sudão.
A guerra entre o Exército sudanês e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) começou em 15 de abril de 2023, devido à disputa pelo poder entre o general Abdel Fattah al-Burhan e o comandante do grupo, Mohamed Hamdan Dagalo. Desde então, o conflito já deixou mais de 200 mil mortos e milhões de deslocados, segundo estimativas de organizações humanitárias.
Ambos os lados recorrem com frequência ao uso de drones. Segundo o Unicef, esses ataques mataram mais de mil pessoas desde o início do ano e responderam por 60% das vítimas infantis registradas na região central de Kordofan.
A capital da região, El Obeid, está sob bombardeio há semanas. Os paramilitares têm atacado infraestrutura civil, incluindo usinas de energia, sistemas de abastecimento de água e escolas.











