Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, é servidora da Câmara dos Deputados e foi, durante anos, assessora de confiança do então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Atualmente lotada na liderança do PP, partido de Lira, ela é apontada pela Polícia Federal como peça central de um esquema de desvio de emendas parlamentares em benefício do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não tem mandato.

Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar, a extração de dados do celular de Tuca —apreendido em dezembro passado, na primeira fase da Operação Transparência— revelou "a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas". Nele, Valdemar aparece como responsável por definir e remanejar emendas apesar de não ser parlamentar.

Advogada, Tuca integrou o Conselho Fiscal da estatal Codevasf, em 2019, durante o governo Jair Bolsonaro. A companhia se tornou um dos principais destinos de verbas de emendas, pela capacidade de escoar verbas em obras de pavimentação e na compra de maquinários, como tratores.

Em 2021, a assessora passou a trabalhar na Câmara ao lado de Lira. Ela participou a partir de 2022 do Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal.