0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A PF também apreendeu R$ 800 mil em espécie em uma empresa alvo da Operação Unha e Carne, em Niterói — Foto: Divulgação/PF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 17:15 Sindicato Aciona Justiça para Bloquear Bens em Rede de Postos Investigada por Lavagem de R$ 7,6 Bi O Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis de Niterói acionou o Ministério Público do Trabalho para bloquear bens de empresários envolvidos na Operação Unha e Carne. A ação visa garantir salários e indenizações aos trabalhadores de uma rede de postos suspeita de lavagem de R$ 7,6 bilhões. A operação investiga conexões criminosas no Rio, incluindo figuras políticas como Márcio Canella e Marcus Amim. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Niterói e Região pediu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) o bloqueio de parte do patrimônio dos empresários investigados na 6ª fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, deflagrada na terça-feira. O objetivo é assegurar recursos para o pagamento de salários, verbas rescisórias e indenizações trabalhistas dos empregados que atuam nos postos de combustíveis envolvidos nas investigações. A Operação Unha e Carne, investiga conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio, o alvo da sexta fase foi uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos. Entre os alvos de buscas estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Segundo a Polícia Federal, o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, seria proprietário, por intermédio de pessoas interpostas ("laranjas"), de uma rede de postos de combustíveis. Ainda de acordo com a corporação, mais de 80 empresas, entre ativas e inativas, estariam ligadas a parentes do policial. - Desde o início, nossa maior preocupação foi proteger os cerca de 900 trabalhadores. Por isso, denunciamos a situação ao Ministério Público do Trabalho e buscamos na Justiça o bloqueio de bens dos empresários investigados. Não podemos permitir que, ao final desse processo, faltem recursos para quitar salários, verbas rescisórias e indenizações. Os empregados não participaram de qualquer irregularidade e não podem ser transformados nas maiores vítimas dessa situação - disse o presidente do sindicato, Alex Silva. Silva afirma ainda que há trabalhadores atuando em condições extremamente delicadas. Em alguns postos, os pagamentos estão sendo feitos apenas em dinheiro. - Também recebemos relatos de gerentes apreensivos, com medo de serem responsabilizados durante operações pelo simples fato de estarem à frente das unidades, enquanto os proprietários não aparecem. É uma situação de grande insegurança para quem apenas cumpre sua jornada de trabalho.