Valores apreendidos superaram os obtidos por cada uma das demais 26 unidades da corporação no restante do país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cédulas e armas apreendidas pela PF com organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, em Niterói — Foto: Divulgação/Polícia Federal RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 23:41 RJ lidera apreensões da PF com R$ 1,1 bilhão em 2023 A Polícia Federal do Rio de Janeiro apreendeu R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre de 2023 em operações que investigam desde fraudes financeiras, como o caso Americanas, até corrupção e desvio de verbas públicas. A unidade fluminense superou as outras 26 superintendências do país, que juntas apreenderam R$ 800 mil. Destaque para a Operação Disclosure e Unha e Carne, que desmantelaram esquemas de manipulação de mercado e corrupção política. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Fraude financeira praticada por um grande conglomerado econômico, desvio de dinheiro público por políticos e corrupção policial — muitos desses casos envolvendo organizações criminosas que vão da máfia do cigarro ao tráfico de drogas — estiveram entre os alvos da Polícia Federal no Rio de Janeiro nos últimos seis meses. A Superintendência da PF no estado teve produtividade acima da média em relação às demais 26 superintendências espalhadas pelo país. Só a unidade fluminense apreendeu R$ 1,1 bilhão, efetivamente, neste primeiro semestre, sem contar os montantes bloqueados nas contas dos alvos. O bom desempenho da superintendência da PF do Rio não se deve apenas ao dinheiro apreendido nas operações realizadas de janeiro a junho — ainda que o valor de R$ 1,1 bilhão chame atenção justamente pelo contraste em relação as outras 26 sedes com frações inferiores a do Rio. Os critérios adotados pela corporação para avaliar as unidades levam em conta o número de servidores em cada uma delas. Entre as ações que mais renderam estão a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária na Americanas. Pela primeira vez, os investigadores chegaram aos acionistas da empresa. Os agentes da PF conseguiram encontrar "fortes indícios da prática de crimes de manipulação de mercado e associação criminosa", desde a primeira fase da Disclosure, em junho de 2024. De acordo com o relatório da PF, "os investigados tinham pleno conhecimento das fraudes contábeis praticadas ao longo de anos." A Justiça determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões, valor equivalente à fraude apurada. A PF contou com o apoio do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em março, investigadores apreenderam cerca de R$ 800 mil, além de armas de fogo, em Niterói, numa operação contra uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro. Policiais federais da Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários continuam investigando o caso, que ainda está em sigilo. Também houve duas etapas da Operação Unha e Carne — a 3ª fase, em 25 de março, e a 4ª fase, em 5 de maio —, com apreensão de dinheiro em espécie, mas o valor não foi revelado. A ação investiga fraudes praticadas por políticos e vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Na primeira, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), foi preso. Em seguida, foi a vez do deputado Thiago Rangel (Avante), acusado de cometer fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reforma. Bacellar e Rangel seguem presos. Por nota, a assessoria dos acionistas de referência das Americanas informou que: " refuta com veemência a alegação de que os mesmos tinham conhecimento das operações de risco sacado ocultadas pela antiga diretoria da Companhia". E prossegue: "As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis".