0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Garigham Amarante Pinto, ex-diretor do FNDE — Foto: reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 13:08 Garigham Amarante, aliado de Valdemar, investigado por emendas irregulares Garigham Amarante, homem de confiança de Valdemar Costa Neto, é investigado por destinação indevida de emendas. Ex-diretor do FNDE no governo Bolsonaro, Amarante esteve envolvido em denúncias de superfaturamento e intermediação de verbas. Investigações revelam que ele organiza reuniões com Valdemar, influenciando a alocação de recursos e definição de beneficiários de emendas parlamentares. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Garigham Amarante, que aparece como interlocutor frequente de Valdemar Costa Neto nas investigações da Polícia Federal sobre a destinação indevida de R$ 119 milhões em emendas parlamentares, é homem de confiança do presidente do PL e já esteve envolvido em outras apurações. O advogado, que ocupa cargo de natureza especial na Liderança do PL na Câmara dos Deputados, foi um dos diretores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em 2022, no governo Bolsonaro. No FNDE, Amarante esteve envolvido em denúncias de compra de ônibus a preços inflados e de intermediação de verbas por pastores. Ele chegou ao cargo por indicação de Costa Neto. Ainda no período que estava na diretoria do FNDE, a consultoria de Garigham teria recebido do PL para prestar consultoria ao partido, justamente, sobre assuntos relacionados ao próprio Fundo e ao Ministério da Educação, pasta à qual está vinculado. Segundo as investigações divulgadas nesta sexta-feira, Garigham era o responsável por agendar reuniões pessoais com Valdemar, informar os resultados desses encontros e retornar com orientações específicas, como a concentração de recursos em determinada função orçamentária ou a fixação de montantes previamente definidos, entre eles, o valor de cerca de R$ 24 milhões. Era dele também a atribuição de encaminhar listas com municípios, CNPJs e áreas temáticas, o que, de acordo com os investigadores, sugere envolvimento direto na definição dos beneficiários. Na decisão do ministro Flávio Dino, que autoriza a operação, há indicação de possíveis crimes de peculato e associação criminosa. Segundo a investigação, Garigham Amarante Pinto aparece como o principal emissário de Valdemar junto a Mariângela Fialek, que atuava como ponto de organização e controle das cotas atribuídas aos parlamentares. Outra ponta citada pela PF é Nara Benedetti Nicolau Brum, que seria a responsável pela operacionalização técnica das demandas, com o envio de planilhas, esclarecimentos sobre limites regimentais e ajustes nos destinos das emendas. De acordo com a apuração, os três integrariam uma estrutura informal que combinava articulação política, controle documental e execução administrativa das indicações, com Mariângela centralizando a distribuição das cotas e Garigham fazendo a ponte direta com as diretrizes atribuídas a Valdemar. Em um dos diálogos divulgados na investigação, Garigham envia mensagem para Mariângela dizendo: “Marquei com o Valdemar amanhã, às 10h30”. Em seguida, ele acrescenta: “Acho que ele vai jogar no Turismo os 24. Pode ser?”. Segundo a PF, aparentemente, ele se referia a emendas na área do Turismo. Mariângela pede calma ao servidor e diz que passaria “quanto”. Em resposta, o servidor fala: “Pode colocar o máximo que der. Ele tá querendo Turismos”. No dia seguinte, Garigham cobra Mariângela : “Fechou o valor do Pres. Valdemar?”, em provável referência ao presidente do PL. Ela responde: “Se puder trocar tudo [para] Turismo, ótimo”. Em resposta à mensagem, Garigham diz: “24 milhões tá bom”. Horas depois, Garigham envia uma mensagem temporária e encaminha uma aparente lista contendo município e o CNPJ correspondente, boa parte acompanhada do nome “Turismo”. Segundo a PF, é possível que a lista esteja relacionada aos R$ 24 milhões que seriam indicações de Valdemar Costa Neto.
Homem de confiança de Valdemar, Garigham Amarante já foi alvo de outras investigações
Homem de confiança de Valdemar, Garigham Amarante já foi alvo de outras investigações






