PUBLICIDADE Empresa de investimentos americana Apollo ofereceu US$ 7,7 bi pela companhia aérea, superando o valor proposto pela Castlelake 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 EasyJet apoia oferta de US$ 7,7 bilhões da Apollo em meio a disputa por aquisição — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 11:21 Apollo supera Castlelake com oferta de US$ 7,7 bi pela EasyJet A EasyJet recebeu uma nova proposta de compra de US$ 7,7 bilhões da Apollo, superando a oferta de US$ 7,3 bilhões da Castlelake, anteriormente apoiada pelo conselho da companhia aérea. A Apollo, baseada em Nova York, busca acelerar as ambições da EasyJet com capital adicional, enquanto a Castlelake pode reconsiderar sua oferta. As ações da EasyJet subiram 15% em Londres após o anúncio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A empresa de private equity Apollo apresentou, nesta sexta-feira, uma oferta de £ 5,7 bilhões (US$ 7,7 bilhões) pela EasyJet, uma das maiores companhias aéreas da Europa, superando a da Castlelake, de £ 5,5 bilhões (US$ 7,3 bilhões), que havia obtido apoio do Conselho de Administração da aérea. Com o movimento, analistas já preveem uma guerra de ofertas. O conselho da EasyJet, segunda maior aérea low cost da Europa, afirmou que apoiaria a proposta da Apollo de £ 7,15 por ação, retirando o apoio à oferta da Castlelake de £ 6,90 por ação — acordo que as partes haviam firmado em princípio apenas alguns dias antes. A EasyJet afirmou que "os termos financeiros da (nova) proposta em dinheiro estão em um patamar que a companhia estaria inclinada a recomendar aos acionistas da EasyJet". A oferta da Apollo, que precisa ser formalizada até o início de agosto, representa uma tentativa ousada de superar a Castlelake e assumir o controle da EasyJet , fundada há três décadas, cujas ações perderam metade do valor desde a pandemia de Covid-19. A entrada repentina da Apollo, sediada em Nova York, como uma nova concorrente ocorre após várias rodadas de negociações, ao longo do último mês, entre a EasyJet e a Castlelake, que elevou sucessivamente sua oferta para manter as conversas em andamento. Cinco tentativas infrutíferas A Castlelake precisou de cinco tentativas para convencer a EasyJet a abrir seus livros contábeis para uma due diligence (quando o comprador faz uma investigação minuciosa dos dados da empresa alvo de uma aquisição, com objetivo de analisar riscos) . Agora, a gestora terá de decidir se consegue retornar com uma oferta ainda mais alta para superar a Apollo. A Castlelake e a EasyJet prorrogaram o prazo do chamado "put up or shut up" — regra que exige que o potencial comprador apresente uma oferta firme ou desista da negociação — até 3 de agosto. A EasyJet rejeitou as quatro primeiras ofertas da Castlelake, classificando-as como "altamente oportunistas" e afirmando que a gestora americana estava tentando comprar a companhia aérea "a preço de liquidação". Sediada em Minneapolis, a companhia ainda mantém uma possível vantagem sobre a Apollo, já que obteve acesso aos livros contábeis da EasyJet após sua mais recente proposta. A gestora também forneceu mais detalhes sobre a estrutura de sua oferta. Pela proposta da Castlelak, o ex-executivo da EasyJet Peter Bellew faria parte de uma dupla de gestores europeus que deteria a participação majoritária na aérea. O grupo também inclui a Brookfield Asset Management no consórcio que fez a oferta. A oferta da Apollo é vista com desconfiança pelo mercado. "Seria necessária uma reestruturação de custos extraordinária e uma inflexão dos lucros muito acima do que projetamos atualmente para que a operação faça sentido", afirmou Alex Irving, analista do setor de aviação da Bernstein. Ainda assim, as ações da EasyJet chegaram a subir 15% em Londres. Segundo a Apollo, "as ambições operacionais e comerciais da administração da EasyJet podem ser significativamente aceleradas por meio do acesso a capital adicional e de um planejamento estratégico e empresarial de mais longo prazo, proporcionados por uma empresa de capital fechado." A empresa também procurou dissipar as preocupações de que a companhia aérea pudesse ser desmembrada sob o controle de um investidor privado, considerando que as diferentes unidades de negócios da EasyJet valem, individualmente, mais do que a empresa em sua configuração atual. A Apollo afirmou ainda que buscará cumprir a exigência necessária para que investidores estrangeiros possam controlar uma companhia aérea europeia. Como são entidades americanas, nem a Apollo nem a Castlelake podem assumir o controle integral da EasyJet, já que a companhia opera sob regras do Reino Unido e da União Europeia, que exigem que a maioria da propriedade e do controle permaneça nas mãos de cidadãos da região. Por isso, a Apollo também precisará de um parceiro europeu. As duas ofertas surgem em um momento em que a EasyJet e outras companhias aéreas enfrentam a disparada dos preços do combustível de aviação e a demanda enfraquecida após a guerra entre Irã e Israel. A empresa, fundada em 1995 por Stelios Haji-Ioannou, informou uma queda nas reservas para o verão europeu, além de um prejuízo no primeiro semestre do ano.
EasyJet recebe nova proposta de compra, e conselho retira apoio à oferta rival
Empresa de investimentos americana Apollo ofereceu US$ 7,7 bi pela companhia aérea, superando o valor proposto pela Castlelake











