Ajuste foi necessário para a finalização de testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas envolvidos, afirmou o Mdic O governo federal anunciou nesta sexta-feira (10) o adiamento do início das operações da linha de crédito voltada para financiar a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores celetistas e motociclistas de aplicativos. Previsto inicialmente para 13 de julho, o programa começará a operar no dia 27. A iniciativa foi lançada no dia 12 de junho. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o ajuste no cronograma foi necessário para a finalização de testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas envolvidos, “com o objetivo de garantir segurança e estabilidade no atendimento aos trabalhadores”. “A partir de 27 de julho, os trabalhadores que tiverem a participação confirmada no programa poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento”, informou a Pasta em nota. O cadastro deve ser feito pela plataforma “gov.br/movebrasil”. A linha de crédito permite financiar, sem entrada, um veículo novo por beneficiário, entre bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. A taxa de juros será de 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens e de 11,5% ao ano (0,91% ao mês) para mulheres. O financiamento poderá ser pago em até 48 meses, com carência de dois meses. O programa contará ainda com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO), com cobertura de 50% da carteira e 100% da operação. Segundo cálculos do governo, em uma operação de R$ 21 mil, a prestação mensal será de aproximadamente R$ 552, em 48 meses. A iniciativa será bancada com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). A medida é vista como uma tentativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar sua interlocução com uma categoria que, historicamente, demonstra maior afinidade com candidatos da oposição. — Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil