Cinco das vítimas já foram identificadas; corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio — Foto: Fabiano Rocha/Arquivo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 10:26 Polícia Civil do RJ Investiga Mortes de Seis Homens em UPA A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as mortes de seis homens cujos corpos foram deixados na UPA de Magalhães Bastos. Cinco vítimas já foram identificadas. Os cadáveres foram encontrados por um grupo e levados ao Instituto Médico-Legal para necropsia. A Delegacia de Homicídios da Capital conduz a investigação para esclarecer as circunstâncias das mortes, com diligências em andamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga as circunstâncias das mortes de seis homens que tiveram os corpos levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Magalhães Bastos, na Zona Norte do Rio, na noite desta quinta-feira. Segundo informações preliminares da especializada, os cadáveres foram encontrados por um grupo de pessoas. Segundo informações preliminares recebidas pela UPA de Magalhães Bastos, moradores do Jardim Novo, em Realengo, disseram que as vítimas foram baleadas em uma operação policial. A comunidade têm territórios controlados pela facção criminosa Amigos dos Amigos(ADA). O bando tem um acordo com o Comando Vermelho para que o CV use o local como corredor para invasões em áreas dominadas por quadrlhas rivais. Nesta quinta-feira, homens da PM realizaram incursões na favela e houve troca de tiros. Na ocasião, eles encontraram um imóvel onde funcionava uma fábrica clandestina de munição. Também foram apreendidos, em outros pontos da comunidade, dois fuzis, uma submetralhadora, duas pistolas, cinco granadas e uma quantidade de cocaína avaliada em cerca de R$ 40 mil. O traficante Gadernal e o traficante índio. Polícia investiga aliança — Foto: Reprodução A operação, deflagrada para tentar desarticular ações como a cobrança irregular por serviços de telefonia e internet, além de verificar informações recebidas pelo Disque-Denúncia (2253-1177), começou por volta das 5h de quinta-feira. Policiais militares do 14º BPM (Bangu), com apoio de equipes do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 41º BPM (Irajá), entraram no Jardim Novo, onde houve troca de tiros. Após cessarem os disparos, um homem foi preso. Com ele, os agentes apreenderam dois fuzis, uma submetralhadora, cinco granadas, duas pistolas e uma quantidade de drogas. Três veículos foram recuperados. Já no início da tarde de quinta-feira, agentes do Batalhão de Ações com Cães, também mobilizados para a comunidade, localizaram, com o auxílio dos cães Hulk, Ira e Nila, um quilo de cocaína e 200 frascos de lança-perfume. A droga estava em uma construção abandonada. Ainda não se sabe as circunstâncias que os seis baleados morreram, se eles foram atingidos em algum confronto, ou se a operação fieta pela PM tem alguma relação com o caso. Cinco das vítimas já foram identificadas, segundo a Polícia Civil. São elas: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães. O sexto morto, segundo moradores, seria um homem conhecido apenas pelo apelido de Mega. Eles relataram ainda que todos foram baleados em meio a uma operação poicial. Os moradoes informaram terem retirado os seis corpos de uma ártea de mata conhecida como Cosme e Damião. Além disto, alegaram que um celular que estava com um dos mortos desapareceu.—Fomos nós que retiramos os seis da área de mata e levamos para a UPA. Disseram que haviam mais três corpos lá, mas só encontramos essses. Eles (poiiciais) sabiam que os corpos estavam lá. O telefone do Vinicíus que estava com ele sumiu— disse um dos parentes dos seis mortos. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio, onde passarão por exames de necropsia. Ainda conforme a Polícia Civil, "outras diligências também estão em andamento para esclarecer os fatos" A comunidade do Jardim Novo têm territórios controlados pela facção criminosa Amigos dos Amigos(ADA). Segundo a polícia, o tráfico do local é comandado por Lucas Apostólico da Conceição, o Índio. Em nome do suspeito, segundo dados do site do Conselho Nacional de Justiça(CNJ), há sete mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Índio é considerado foragido. Apesar de integrar a ADA, segundo investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Índio teria um acordo com o Comando Vermelho (CV) para que a qadrilha use o Jardim Novo como corredor para facilitar o avanço do CV rumo a territórios dominados por bandos rivais nas zonas Oeste e Sudoeste. A informação sobre a aliança foi descoberta pela Polícia Civil a partir da interceptação de uma troca de mensagens entre Carlos da Costa Neves, o Gardenal, principal braço operacional do CV, e um miliciano. Em troca do uso do Jardim Novo, o traficante Índio teria recebido a promessa de não ser atacado pelo bando de Gardenal , passando a desfrutar da estrutura do CV para proteger seus negócios. Licitação dos ônibus do Rio pega Zona Oeste, Vila Isabel e Ilha do Governador: 'É o fim da Paranapuan' No dia 10 de abril de 2026, policiais da 44ª DP (Inhaúma) realizaram uma operação no Jardim Novo para cumprir 24 mandados de prisão contra integrantes da facção. O local é considerado estratégico por fazer divisa com a Taquara e por estar próximo a vias que dão acesso à Cidade de Deus, área dominada pelo Comando Vermelho. Seis pessoas foram presas, mas Lucas Apostólico conseguiu escapar. O grupo chefiado por Índio também é apontado em um processo que tramita na 20ª Vara Criminal como responsável por torturar três mulheres dentro de um ferro-velho, na comunidade da Light, em Realengo. O caso aconteceu em 3 de janeiro deste ano e terminou com a morte de Naysa Kayllany da Costa Borges Nogueira. A vítima trabalhava no ferro-velho durante o período noturno. Ela estava com uma amiga quando foi atacada por um grupo de mulheres ligado ao chefe do tráfico do Jardim Novo. As suspeitas foram recolher um montante em dinheiro e verificaram que faltava uma parte da quantia. A vítima e a amiga foram levadas para o alto da comunidade e torturadas. Foram espancadas com pedaços de madeira, fios e pontapés. A sobrevivente pediu que uma pessoa levasse a quantia em dinheiro que faltava até o local onde estava sendo torturada. Pouco depois da entrega, as duas foram liberadas. Muito machucada, Naysa procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Magalhães Bastos, mas não resistiu aos ferimentos. Procurada,a Polícia Militar alegou não ter sido acionada para o encontro de corpos no Jardim Novo. Abaixo, a íntegra da nota enviada pela corporação. "A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a operação realizada nas comunidades do Jardim Novo, Teixeiras e Santa Maria foi encerrada no final da tarde de quinta-feira (09/07), permanecendo o cerco policial na região. A Corporação esclarece que, de acordo com o comando do 14º BPM, a unidade não foi acionada sobre a localização de corpos ou feridos na área do Jardim Novo, vindo a tomar conhecimento posteriormente de que seis corpos teriam sido encontrados por moradores e levados até uma unidade de saúde próxima. Durante a operação na comunidade do Jardim Novo, foi localizada uma fábrica clandestina de munições. Dentro do imóvel havia várias máquinas de impressão 3D e todo um aparato para a reprodução de munições de diversos calibres. Além disso, um homem foi preso. Com ele, os policiais militares apreenderam dois fuzis, uma submetralhadora, cinco granadas, duas pistolas e material entorpecente. Também foram recuperados três veículos. Ainda no decorrer da ação, na mesma localidade, equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC), localizaram aproximadamente 1 kg de cocaína e 200 frascos de lança-perfume após os cães farejadores Hulk, Ira e Nila indicarem uma construção abandonada na Rua Leonor Chrisman Muller."
Polícia investiga mortes de seis homens deixados na UPA de Magalhães Bastos
Cinco das vítimas já foram identificadas; corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal
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