Francisco Mendes é favorito para assumir confederação antes da próxima Copa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro Gilmar Mendes em sessão do TSE — Foto: Aílton de Freitas / Agência O Globo / 24.08.2017 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 20:39 Acusações de Conflito de Interesse Envolvem Gilmar Mendes e Filho na CBF Gilmar Mendes enfrenta acusações de conflito de interesse enquanto seu filho, Francisco Mendes, se aproxima da presidência da CBF. Francisco, atualmente vice-presidente da Federação Matogrossense, é visto como favorito para liderar a confederação antes da Copa de 2030. A relação próxima entre a família Mendes e a CBF levanta questões éticas, especialmente considerando o histórico de escândalos na entidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No último domingo, a seleção perdeu para a Noruega e encerrou sua pior campanha em Copas do Mundo desde 1990. Dois dias depois, Gilmar Mendes foi às redes expressar “gratidão” aos jogadores. “Meu agradecimento a cada atleta pela dedicação e pelo compromisso com que honraram (sic) a camisa do Brasil”, escreveu. O supremo ministro aproveitou para anunciar o início de um “novo ciclo”. “A permanência de Carlo Ancelotti à frente da equipe dá solidez a esse recomeço, e a seleção que se renova encontrará no torcedor, uma vez mais, a sua maior força”, pontificou. Ao pé do tuíte de estadista, usuários do X acrescentaram uma nota informativa: “Gilmar Mendes não mencionou, mas ele próprio e o filho têm grande influência na CBF”. As 15 palavras expuseram o conflito de interesses que o decano do STF preferiu omitir. Filho de Gilmar, Francisco Mendes é vice-presidente da Federação Matogrossense de Futebol. Não tem cargo formal na CBF, mas manda mais que o presidente da entidade. Em conversas informais antes da Copa, apresentou-se como o responsável pela convocação de Neymar. O herdeiro do decano também se diz patrono da CBF Academy, a autoproclamada “instituição educacional do futebol brasileiro”. A escola foi criada pela confederação e pelo IDP. A faculdade, que pertence à família de Gilmar, fica com 84% de suas receitas. Como o mundo da bola é pequeno, o diretor-geral do IDP é Francisco Mendes. Um caso único de jurisconsulto, cartola, empresário e filho de ministro. Não necessariamente nesta ordem. O polímata de Mato Grosso tem a quem puxar. Além de comentar jogos e incentivar jogadores, Gilmar usa a toga para arbitrar conflitos na CBF. Em 2024, anulou o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da confederação. Depois devolveu o caso à Justiça do Rio, que removeu o dirigente. Apesar das conexões com a cúpula da entidade, o supremo ministro nunca se julgou impedido de atuar em seus processos. Desde 2012, a CBF teve cinco presidentes afastados ou presos. O capitão do time é Ricardo Teixeira, que conseguiu ser banido pela Fifa por má conduta. O chefe atual, Samir Xaud, balança sob suspeita de uso indevido de verbas. Para a Copa de 2030, o favorito a sucedê-lo é Francisco Mendes. Agora o hexa vem.