0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da CBF — Foto: Lucas Figueiredo/CBF A decisão do Cade determinando que a Sports Media Entertainment (SME) não crie obstáculos para a saída de clubes da liga FFU está intimamente ligada à tentativa em curso de a CBF criar uma liga única sob sua liderança. Às 23h27 de quinta-feira, em seu último ato como superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto assinou uma medida preventiva no sentido de que a SME permita aos clubes se desfiliarem do Condomínio Forte União (CFU), entidade que reúne os clubes da FFU e a SME (que abriga os investidores). O despacho atendeu a um pedido do CSA, de Alagoas. Cerca de uma hora depois, Cruzeiro e Goiás notificaram a FFU, o CFU e a SME para que o contrato deles seja modificado nos itens que limitam a saída deles do CFU, que hoje conta com 31 clubes associados. Outros, como o Botafogo, também tomaram a mesma atitude. Também logo após a decisão do Cade, entrou em ação Francisco Mendes, hoje o homem-forte da CBF, embora não tenha qualquer cargo executivo na entidade — exceto o indicado do Brasil na Comissão de Disciplina da FIFA . O filho de Gilmar Mendes e presidente do IDP (instituição de ensino superior fundada pelo ministro e que presta serviços na área de cursos à CBF) foi rápido. Telefonou para pelo menos uma dezena de presidentes de clubes, das séries A e B do Brasileirão. Usando a autoridade de vice-presidente da ultra poderosa Federação Matogrossense de Futebol, entidade com notória influência nos destinos do futebol brasileiro desde sempre, pediu que esses presidenters se manifestassem por e-mail ao CFU mostrando preocupação com os reflexos da decisão do Cade. E assim foi feito. Francisco, em suma, comanda a reação da CBF em várias latitudes.
Enquanto a Copa rola, filho de Gilmar Mendes exerce seu poder na CBF
Enquanto a Copa rola, filho de Gilmar Mendes exerce seu poder na CBF









