O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, nesta quinta-feira (9), com seu homólogo da Colômbia, Gustavo Petro. O colombiano enfrenta uma crise política em seu país e, na segunda (6), disse não reconhecer o resultado da eleição de junho, que teve como vitorioso o candidato de direita Abelardo de la Espriella.

Petro havia apoiado a candidatura de Iván Cepeda, mas seu aliado foi derrotado nas urnas. Diante do resultado, o atual presidente afirmou que não reconheceria o desfecho do pleito. Por outro lado, a missão de observação da União Europeia avaliou que o segundo turno foi "transparente e bem organizado", além de ter sido "amparado por sólidas instituições democráticas".

Petro convocou a população para manifestações no dia 20 de julho. Ele afirmou que o ato irá celebrar a independência do país em "todas as praças públicas".

O governo brasileiro está preocupado com a desestabilização da região e defende que haja uma transição normal de poder.

Em nota, o Palácio do Planalto disse que, durante a ligação, Petro indicou que deixará o cargo em 6 de agosto —portanto no último dia de seu mandato. O colombia reafirmou, ainda segundo o governo, "seu compromisso com a democracia e com uma transição pacífica no país".