Em conferência de ministros da Defesa em Lima, representante de Washington defende elevação a até 3,5% do PIB, muito acima dos gastos atuais na região 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Militar americano durante treinamento no Caribe — Foto: Staff Sgt. Brett Norman/Marinha dos EUA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 16:31 EUA pedem aumento nos gastos de Defesa na América Latina em conferência Na conferência de ministros da Defesa em Lima, os EUA instaram países da América Latina a aumentarem seus gastos com Defesa para até 3,5% do PIB, citando o combate ao narcotráfico como prioridade, segundo a "Doutrina Donroe". O subsecretário de Defesa, Elbridge Colby, destacou que alguns países gastam menos de 1% do PIB, defendendo alinhamento com a política americana de segurança regional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os EUA defenderam nesta quarta-feira que os países da América Latina elevem substancialmente seus gastos com Defesa, citando a urgência do combate ao narcotráfico. Em reunião de ministros da Defesa da região, no Peru, o representante americano citou a versão trumpista da política de primazia de Washington na região, a “Doutrina Donroe”, disse que os EUA “não precisam dos seus recursos nem da sua dependência”, e afirmou e que, sob Donald Trump, o país vê o Hemisfério Ocidental de maneira diferente. Em seu discurso, o subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, afirmou que “não há razão para que qualquer país — particularmente aqueles que enfrentam ameaças significativas de narcoterrorismo — gaste tão pouco com defesa”, acrescentando que alguns “alguns chegam a gastar menos de 1% do PIB em defesa nacional”. Segundo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, o Brasil investe o equivalente a 1,05% do PIB em Defesa, um índice menor do que os de Colômbia (3,2%), Uruguai (2,28%) e Equador (2,1%). — Isso desafia o bom senso, e estamos liderando o caminho sob a gestão do presidente Trump e do secretário [de Defesa, Pete] Hegseth — acrescentou, antes de citar os aumentos recentes entre aliados da Otan, resultado direto da pressão da Casa Branca. — Paralelamente, nossos aliados ao redor do mundo, inclusive na Europa, estão agora avançando em direção a gastos significativamente maiores: 3,5% em despesas militares principais e 1,5% adicional em gastos relacionados à segurança. Diante dos mais de 30 ministros da Defesa presentes em Cusco, boa parte da fala Colby foi dedicada à promoção da estratégia de segurança para as Américas adotada por Trump em seu segundo mandato, a “Doutrina Donroe”. Na prática, uma releitura da Doutrina Monroe do Século XIX — conhecida pelo slogan “América para os americanos” — e que trata como questões de segurança nacional dos EUA temas como o narcotráfico na região. — Não separamos mais a estratégia de defesa dos Estados Unidos das preocupações dos cidadãos comuns, da enxurrada de drogas letais em suas comunidades e da violência hedionda que a acompanha, ou do impacto da imigração ilegal desenfreada em nossa nação — declarou Colby. — Estamos aqui para oferecer ajuda para recuperar o controle do seu território, garantir a segurança das suas fronteiras em consonância com os nossos próprios esforços nessa área, desmantelar e derrotar os narcoterroristas que aterrorizam toda a sua população e fortalecer a sua soberania e estabilidade, fatores fundamentais para alcançar uma maior prosperidade — alegou Colby. — No entanto, como aprendemos com a dura experiência ao redor do mundo: isso só funcionará se vocês demonstrarem a vontade política, a clareza e a seriedade necessárias para o sucesso. Segundo ele, os EUA “não precisam dos seus recursos nem da sua dependência”, não são “os antigos senhores imperiais” do passado, e observam o Hemisfério Ocidental de forma diferente, “sob a perspectiva do realismo flexível, do ‘América (EUA) em Primeiro Lugar’ e do bom senso”. — A melhor tradição da Doutrina Monroe é proteger a nossa própria segurança e interesses, capacitando e capacitando as nações latino-americanas — disse Colby. — Nossa função no governo dos Estados Unidos é servir aos interesses dos americanos. De maneira esclarecida e moral, sim, mas colocando os interesses do nosso povo em primeiro lugar, assim como vocês fazem e devem fazer pelos seus.