Navio com cerca de 2 mil passageiros teve autorização para desembarcar em Alexandria revogada de última hora; organizador afirma que caso é inédito em 36 anos de operação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cruzeiro Scarlet Virgin — Foto: Divulgação / Virgin Voyages RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 16:04 Cruzeiro LGBTQ+ é Impedido de Atracar no Egito e Turquia Um cruzeiro LGBTQ+ foi proibido de atracar no Egito após ser barrado na Turquia. O navio Scarlet Lady, com 2 mil passageiros, teve sua escala em Alexandria cancelada de última hora. A decisão, considerada inédita em 36 anos pela Atlantis Events, surpreendeu tanto a organização quanto os viajantes. O governo turco alegou que o navio foi fretado por grupos cujos comportamentos não se alinham aos valores morais do país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um cruzeiro voltado ao público LGBTQ+ foi impedido de atracar no Egito nesta quinta-feira (9), poucos dias depois de ter sido barrado pelas autoridades da Turquia, segungo o jornal americano The Washington Post. O navio Scarlet Lady, da Virgin Voyages, leva cerca de 2 mil passageiros e faria uma escala em Alexandria, incluída no roteiro após a recusa turca. Segundo o CEO da Atlantis Events, empresa responsável pela viagem, a autorização para o desembarque foi revogada de última hora, sem explicação. Rich Campbell, presidente da Atlantis Events, afirmou ao jornal americano que a decisão foi "realmente inédita", além de "estranha e triste". Segundo ele, a empresa foi informada de que o Scarlet Lady não teria permissão para entrar em águas egípcias poucas horas antes da chegada ao porto. Segundo o site britânico Daily Mail, os passageiros acordaram com um comunicado deixado sob a porta das cabines informando que a escala havia sido cancelada. Na mensagem, Campbell afirmou que a notícia surpreendeu tanto a organização quanto os viajantes e lembrou que a empresa realizou o mesmo itinerário no ano passado sem enfrentar qualquer problema. A parada em Alexandria, no Egito, havia sido incluída às pressas depois que a Turquia proibiu o navio de fazer escalas em Kusadasi e Istambul. O cruzeiro, que partiu de Atenas no último dia 5 com destino final a Veneza, precisou alterar seu roteiro após as autoridades turcas afirmarem que a embarcação havia sido fretada por "grupos conhecidos por comportamentos que não se alinham à estrutura de nossa sociedade e aos nossos valores morais", ainda segundo o periódico britânico. Segundo o governo turco, não havia "absolutamente nenhuma possibilidade" de permitir a visita do grupo. Em entrevista anterior à CNN, Campbell classificou a justificativa apresentada pela Turquia como "bastante chocante". Segundo ele, foi a primeira vez, em 36 anos de existência da Atlantis Events, que a empresa foi impedida de atracar em um país "por causa de quem somos". Agora, a companhia afirma ter enfrentado duas recusas em uma mesma viagem. O cruzeiro de dez dias a bordo do Scarlet Lady, da Virgin Voyages, deve reunir cerca de 1,9 mil passageiros — Foto: Pexels A Virgin Voyages também lamentou a decisão egípcia e informou que, como alternativa, o navio seguirá para Kotor, em Montenegro. A companhia destacou que havia operado o mesmo roteiro anteriormente sem incidentes e afirmou que continuará trabalhando para garantir uma boa experiência aos passageiros. Dos cerca de 2 mil viajantes a bordo, aproximadamente 1.100 são norte-americanos. Os demais vieram de países como Reino Unido, Canadá e Austrália. Embora as relações entre pessoas do mesmo sexo não sejam ilegais nem no Egito nem na Turquia, a comunidade LGBTQ+ enfrenta restrições e forte estigma social nos dois países. No Egito, autoridades aplicam leis relacionadas à moralidade pública e à chamada "devassidão" para punir integrantes da comunidade. Já na Turquia, apesar da legalidade da homossexualidade, o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan adota posições conservadoras sobre o tema e frequentemente faz declarações contrárias aos direitos LGBTQ+.
Cruzeiro LGBTQ+ é proibido de atracar no Egito, dias depois de ser barrado na Turquia
Navio com cerca de 2 mil passageiros teve autorização para desembarcar em Alexandria revogada de última hora; organizador afirma que caso é inédito em 36 anos de operação













