Estudantes de Gaza voltam às aulas em escola que recebe desabrigadosJovens compareceram às salas e tiveram atividades matinais em uma escola da UNRWA que havia sido transformada em abrigo em Nuseirat. Crédito: AFPGerando resumoRAMALLAH - O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assinou nesta quinta-feira, 9, um decreto que convoca eleições legislativas para 28 de novembro na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, as primeiras em quase duas décadas.As últimas eleições legislativas nos territórios palestinos aconteceram no início de 2006. O vencedor foi o grupo terrorista Hamas, que impôs uma dura derrota ao Fatah, partido de Abbas, até então dominante.O Conselho Legislativo Palestino, o Parlamento da Autoridade Palestina presidida por Abbas, não se reúne desde 2007.PublicidadeTorcedores de futebol palestinos reagem ao assistir à partida de futebol das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Austrália e Egito, em Khan Younis, Palestina, em 4 de julho de 2026 Foto: Bashar TALEB / AFPPUBLICIDADE“O decreto presidencial conclama o povo palestino em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza a participar de eleições legislativas livres e diretas para escolher os membros do Conselho Legislativo Palestino na data estabelecida”, informou a agência oficial de notícias Wafa, que cita o texto do decreto.Na segunda, 6, o Hamas anunciou a dissolução do órgão que governou a Faixa de Gaza durante quase duas décadas, abrindo caminho para que um comitê tecnocrático administre o território. O grupo também dissolveu o comitê para facilitar a transição administrativa e governamental para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês).PublicidadeLeia tambémHamas dissolve órgão que governou Gaza por quase 20 anos e abre caminho para governo de transiçãoAtaque do Hamas em Israel completa mil dias e Gaza vive futuro incertoIsrael diz que Exército permanecerá indefinidamente em zonas de segurança no Líbano, Síria e GazaO NCAG foi criado pelo Conselho de Paz estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as negociações que levaram a um cessar-fogo entre o grupo terrorista e Israel em outubro de 2025.A iniciativa representa uma mudança política significativa para o Hamas, que tomou o controle do enclave em 2007 após confrontos com o Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sediado em Ramallah, na Cisjordânia.Abbas, de 90 anos, venceu a última eleição presidencial palestina em 2005, com um mandato de quatro anos, o que significa que, em teoria, deveria ter expirado em 2009.PublicidadeMas seu mandato foi prorrogado e, desde então, não foram organizadas outras eleições presidenciais. Ele continuou governando por meio de decretos, apesar das críticas internas e externas.Mahmoud Abbas, Presidente do Estado da Palestina, discursa no debate geral da septuagésima nona sessão da Assembleia Geral Foto: Loey Felipe/ONU Em 2021, Mahmoud Abbas anunciou a convocação de eleições legislativas e presidenciais para maio e julho daquele ano, respectivamente, mas as votações foram adiadas por tempo indeterminado, por falta de garantias de que a eleição poderia acontecer em Jerusalém Leste, a parte de maioria árabe ocupada por Israel desde 1967.Em abril deste ano, os palestinos compareceram às urnas para escolher seus representantes municipais na Cisjordânia ocupada, na primeira votação desde o início da guerra de Gaza, em outubro de 2023.PublicidadeA realização das eleições faz parte das reformas exigidas pela comunidade internacional, que oferece apoio financeiro à Autoridade Palestina.A Autoridade Palestina tem sido rotulada como corrupta e inoperante. Muitos doadores condicionaram o apoio diplomático e financeiro à implementação de reformas.Em junho, Abbas anunciou que convocaria eleições presidenciais para o início de 2027, sem revelar se pretende ser candidato./ AFPPublicidade
Autoridade Palestina marca eleição em Gaza e na Cisjordânia após Hamas abrir caminho para transição
Anúncio ocorre após o grupo terrorista anunciar sua saída do governo de Gaza; eleições gerais nos territórios palestinos não ocorrem há quase 20 anos











