Novo governo de Péter Magyar interrompe programação jornalística e promete transformar mídia pública em veículo independente; ex-premiê critica medida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mensagem é exibida na tela de uma televisão em uma residência familiar em Agárd, na Hungria, em 7 de julho de 2026 — Foto: ATTILA KISBENEDEK / AFP O governo da Hungria suspendeu temporariamente os telejornais das emissoras públicas do país na última terça-feira como parte de uma ampla reforma prometida pelo primeiro-ministro Péter Magyar, eleito após derrotar Viktor Orbán, que governou o país por 16 anos. A interrupção da programação jornalística foi apresentada como o primeiro passo para reestruturar a mídia estatal, acusada pelo novo governo de atuar como instrumento de propaganda durante a gestão anterior. Ao sintonizarem o canal estatal M1, os telespectadores encontraram uma mensagem informando que os noticiários haviam sido suspensos temporariamente. O comunicado também trazia um pedido de desculpas por "anos de desinformação" e afirmava que a emissora passará por uma reformulação para recuperar sua credibilidade e cumprir uma função de serviço público. As transmissões de entretenimento e outros programas seguiram normalmente. — A mídia pública estatal não pode mentir. Pedimos desculpas por termos feito isso durante tantos anos! A mídia pública está se transformando para ser independente e confiável no futuro. O serviço de notícias está temporariamente suspenso. Continue acompanhando! — disse a mensagem exibida na televisão dos húngaros. A emissora pública de rádio Kossuth também interrompeu seus boletins informativos. Segundo a Reuters, parte da equipe editorial foi demitida durante o processo de reestruturação. O governo afirma que a suspensão permanecerá em vigor até que um novo modelo editorial seja implantado. Durante a campanha eleitoral, Magyar prometeu desmontar o que classificava como uma "máquina de propaganda" criada por Orbán. O novo premiê defende que a televisão pública volte a operar de forma independente, sem interferência política e com compromisso com a informação factual. Orbán reagiu à decisão classificando a medida como "despótica" e incentivou seus apoiadores a acompanhar a cobertura da Hír TV, emissora privada alinhada à direita. O ex-primeiro-ministro afirma que o novo governo busca controlar o fluxo de informações sob o pretexto de reformar a mídia pública.