Levantamento do Orbit Data Science analisou 7.855 publicações nas redes sociais e identificou pessimismo após a sexta Copa seguida sem o Hexa; Endrick surge como principal esperança para o novo ciclo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Neymar se lamenta após derrota do Brasil para a Noruega, neste domingo (5) — Foto: Odd ANDERSEN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 10:13 Pessimismo domina torcida: 41% acham que Brasil não será hexa Após a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, um estudo da Orbit Data Science revelou que 41% dos brasileiros acreditam que o país nunca mais conquistará o título mundial. A pesquisa, que analisou 7.855 publicações nas redes sociais, destacou o pessimismo crescente e a frustração com a equipe. Endrick emerge como a nova esperança, enquanto Neymar se despede, e a torcida já projeta o futuro com otimismo para 2030. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A sexta Copa do Mundo consecutiva sem o Hexa ampliou a descrença dos brasileiros em relação ao futuro da Seleção. Após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final, 41% das conversas nas redes sociais sobre os próximos ciclos afirmaram que o país nunca mais será campeão mundial, segundo levantamento realizado pela empresa de pesquisa Orbit Data Science. O estudo analisou uma amostra de 7.855 conversas públicas no X, antigo Twitter, Instagram e TikTok entre os dias 20 de abril e 6 de julho. A maior parte das publicações foi coletada após a despedida brasileira da competição. O pessimismo apareceu em 54% das conversas sobre o futuro da Seleção, contra 46% de manifestações otimistas. Além dos 41% que afirmaram não acreditar em um novo título, outros 13% questionaram se ainda estarão vivos para ver o Brasil conquistar o hexa. A frustração foi o principal sentimento após a eliminação. Entre as publicações negativas sobre a derrota, 63% lamentaram diretamente a queda nas oitavas de final. Depois do impacto inicial, os torcedores passaram a buscar explicações e responsáveis pelo resultado. O desempenho considerado abaixo do esperado apareceu em 12% das conversas, enquanto a falta de entrosamento representou 5%. A ausência de Vini Jr. entre os cobradores na disputa de pênaltis também concentrou 5% das menções e transformou o lance em um dos principais símbolos da eliminação. Brasil x Noruega: veja as melhores fotos da partida 1 de 33 Brasil e Noruega se enfrentam no New York/New Jersey Stadium — Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP 2 de 33 Seleção brasileira para a partida contra a Noruega — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 33 fotos 3 de 33 Seleção norueguesa para a partida contra o Brasil — Foto: Getty Images via AFP 4 de 33 Alexander Sorloth controla a bola em disputa com Gabriel Martinelli — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 5 de 33 Marquinhos disputa a bola com Antonio Nusa — Foto: Odd ANDERSEN / AFP 6 de 33 Matheus Cunha é derrubado por Kristoffer Ajer da Noruega — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 7 de 33 Matheus Cunha é derrubado por Kristoffer Ajer da Noruega — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP) 8 de 33 Matheus Cunha pede pênalti ao árbitro — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AF X de 33 Publicidade 9 de 33 Bruno Guimarães perde pênalti em Brasil x Noruega — Foto: AL BELLO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 10 de 33 Bruno Guimarães perde pênalti em Brasil x Noruega — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 11 de 33 Chute de Odegaard contra o gol brasileiro — Foto: Buda Mendes/Getty Images/AFP 12 de 33 Matheus Cunha pede novo pênalti a favor do Brasil — Foto: Dan Mullan/Getty Images/AFP X de 33 Publicidade 13 de 33 Jogadores e comissão técnica durante pausa para hidratação — Foto: Dan Mullan/Getty Images/AFP 14 de 33 Erling Haaland, Gabriel Magalhães e Marquinhos correm para disputarem a bola — Foto: Odd ANDERSEN / AFP X de 33 Publicidade 15 de 33 Julian Ryerson e Vinicius Jr. disputam a bola — Foto: Jewel SAMAD / AFP 16 de 33 Erling Haaland compete o domínio da bola com Gabriel Magalhaes e Marquinhos — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 17 de 33 Jogadores saem para o intervalo sem nenhum gol na partida — Foto: Getty Images via AFP 18 de 33 Gabriel Martinelli reage após perder chance de gol — Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP X de 33 Publicidade 19 de 33 Endrick perde oportunidade de abrir o placar — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 20 de 33 Haaland reage após perder oportunidade de gol — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP X de 33 Publicidade 21 de 33 Neymar entra em campo no segundo tempo — Foto: Getty Images via AFP 22 de 33 Alisson defende chance de gol da Noruega — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 23 de 33 Haaland e Gabriel Magalhaes disputam a bola — Foto: Odd ANDERSEN / AFP 24 de 33 Haaland marca o primeiro gol da Noruega no segundo tempo — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 25 de 33 Haaland comemora o primeiro gol marcado na partida — Foto: Getty Images via AFP 26 de 33 Torcida norueguesa comemora o gol que abriu o placar da partida — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 27 de 33 Seleção norueguesa comemora o primeiro gol da partida — Foto: Jewel SAMAD / AFP 28 de 33 Haaland comemora o segundo gol da Noruega — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 29 de 33 Noruega comemora o segundo gol da seleção — Foto: Getty Images via AFP 30 de 33 Endrick reage após segundo gol de Haaland — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 31 de 33 Endrick reage após segundo gol de Haaland enquanto noruegueses comemoram — Foto: Odd ANDERSEN / AFP 32 de 33 Noruega sai vitoriosa após dois gols — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 33 de 33 Neymar marca o primeiro gol da seleção em um pênalti — Foto: Getty Images via AFP As críticas, porém, foram além do resultado. Jogadores concentraram 23% das manifestações negativas, enquanto o desempenho da equipe ao longo da Copa apareceu em 20%. Paquetá foi o atleta mais criticado individualmente, com 19% das menções negativas direcionadas a jogadores. Bruno Guimarães, que desperdiçou uma cobrança de pênalti diante da Noruega, apareceu em seguida, com 7%. A comissão técnica também foi alvo da torcida. Pedidos pela saída de Carlo Ancelotti representaram 12% das críticas, acompanhados por questionamentos sobre a falta de entrega da equipe e a escolha de um treinador estrangeiro para comandar a Seleção. Apesar da descrença, a eliminação também acelerou uma mudança de geração no imaginário dos torcedores. Neymar, que se despediu das Copas após a queda do Brasil, perdeu espaço como principal referência, enquanto Endrick passou a representar a maior esperança para o futuro. Entre as conversas sobre jogadores, 32% celebraram o encerramento do ciclo de Neymar na Seleção. Endrick apareceu em 19% das menções positivas relacionadas à renovação e se consolidou como o principal símbolo do próximo ciclo. Martinelli e Vini Jr., ambos com 11%, completam o grupo de jogadores mais associados ao futuro da equipe — Endrick, Vini Jr. e Martinelli deixam a Copa com um capital simbólico determinante. Durante o campeonato, a torcida definiu progressivamente os três como protagonistas do novo ciclo da Seleção — afirmou Carolina Valle, coordenadora de pesquisas da Orbit. A esperança também aparece dividida entre as próximas competições. Entre as conversas otimistas, 17% demonstraram confiança na conquista do Hexa em 2030, enquanto 16% apontaram a Copa do Mundo feminina de 2027, que será disputada no Brasil, como o próximo motivo para acreditar na Seleção. Outros 13% celebraram o início de um novo ciclo após a eliminação. O levantamento também identificou um sinal de resignação. A derrota para a Noruega registrou o menor volume de conversas em um dia de jogo desde o fim dos amistosos de preparação. Segundo a análise, o baixo engajamento pode indicar que parte dos torcedores já esperava a eliminação antes mesmo do apito final. Para a Orbit, a principal consequência da Copa pode não estar apenas na queda nas oitavas, mas na mudança das referências da torcida. De um lado, Neymar encerrou a participação em Mundiais ainda como o jogador brasileiro mais comentado e capaz de dividir opiniões. Do outro, Endrick, Martinelli e Vini Jr. deixaram de ser tratados apenas como promessas e passaram a carregar as expectativas para 2030. — Se existe uma leitura que resume o monitoramento, é que o luto e a esperança apareceram quase juntos. A torcida brasileira não demorou para começar a olhar para a frente — afirmou Caio Simi, CEO da Orbit. O estudo foi realizado com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais. A análise considerou conversas públicas de brasileiros sobre a Copa do Mundo de 2026.