O apito final que encerrou a pior campanha do Brasil em Copas do Mundo desde 1990 empurrou o país para o maior jejum de sua história, 28 anos sem um título quando chegar em 2030. Perder para a Noruega com um pênalti desperdiçado no primeiro tempo e dois gols de Haaland nos minutos finais produziu nos grupos públicos de WhatsApp uma reação intensa e reveladora sobre como a torcida brasileira processa o fracasso. O que os dados mostram é que a frustração se organizou em torno de uma pergunta antiga, a de quem carrega a culpa, e que essa pergunta produziu uma hierarquia nítida entre os que afundaram e os que foram poupados.
No monitoramento em tempo real que a Palver faz em mais de cem mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram, o primeiro nome dessa conta é o de Bruno Guimarães. As mensagens negativas ficaram em mais de 98%, um quadro em que quase nenhuma conversa a seu respeito foi positiva. O motivo é único e se repete à exaustão, o pênalti perdido diante do goleiro norueguês. A torcida não perdoou a oportunidade perdida, passando por uma indignação recorrente com o fato de ter sido ele, e não outro, o escolhido para a cobrança.
Ao lado dele, dividindo a conta, apareceu Endrick, com 73,5% de mensagens negativas, cobrado pela chance clara desperdiçada na cara do gol.












