Polícia Civil de Minas Gerais restituiu a cena e recuperou itens furtados; Paola, acusada pelo crime, foi hostilizada pelos moradores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casal morto em apartamento em BH — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 10:41 Defesa de Acusada de Assassinato em Itabira Alega Insanidade Mental A defesa de Paola Stefany Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Itabira (MG), alega insanidade mental e solicitará um “incidente de insanidade mental” à Justiça. A Polícia Civil reconstituiu o crime e recuperou itens furtados. A perícia revelou calmante no sangue das vítimas, mas não em Paola, que afirmou ter tido um surto psicótico. A prisão preventiva foi decretada, e as investigações continuam. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como autora do assassinato do casal de idosos em apartamento em Itabira, na região centro-sul de Belo Horizonte (MG), informou que irá solicitar à Justiça a instauração de um “incidente de insanidade mental”, de acordo com o g1. Segundo o advogado da diarista, Bruno Corrêa, Paola tem apresentado “confusão mental, lapsos de memória e pensamentos suicidas”. A afirmação ocorreu após a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizar, nesta quarta-feira (8), por volta das 13h30, a simulação da cena do assassinato a facadas do casal de idosos o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A diarista participou da restituição, que durou cerca de duas horas, para esclarecer como o crime ocorreu e a dinâmica dos assassinatos. Segundo o g1, Paola chegou a aparecer na janela do apartamento no momento da reconstituição e, ao deixar o local em carro da polícia, foi hostilizada por moradores, que a vaiaram e chamaram de "assassina". Ela voltou ao Presídio de Ribeirão das Neves, onde está presa. De acordo com a defesa, Paola possui histórico de atendimentos em unidades de saúde, como o Hospital André Luiz, o Caps III de Ribeirão das Neves e um posto de saúde do município. — Em diversos momentos, nós tivemos que pausar a reprodução para ela se recuperar, para recordar o que aconteceu. Em diversos momentos, houve confusão. Ela não conseguiu explicar de forma clara, inequívoca o que aconteceu dentro do apartamento. [...] Tudo leva a crer que ela possui um histórico sensível em relação à saúde mental — afirmou o advogado em entrevista à imprensa. A PCMG também recuperou itens furtados dos idosos nesta terça-feira (7). Segundo o órgão, entre os materiais recuperados estão dois pares de tênis, 11 relógios e um bracelete, que serão devolvidos aos familiares das vítimas após a conclusão dos procedimentos legais. De acordo com a Polícia, dois compradores dos produtos compareceram ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio acompanhados por advogados, prestaram depoimento e entregaram os itens adquiridos. Objetos roubados de casal de idosos morto por diarista — Foto: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) | Reprodução G1 Nesta segunda-feira (6) a PCMG encontrou a faca utilizada pela diarista para assassinar o casal de idosos, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Segundo o órgão, o objeto foi identificado durante uma nova perícia realizada no apartamento onde o casal morava. Os investigadores utilizaram luminol — um reagente químico utilizado para revelar vestígios de sangue que não podem ser vistos a olho nu, que quando reage com o ferro presente na hemoglobina, produz uma luminosidade azulada, que permite que os peritos localizem marcas de sangue mesmo se o objeto tiver sido limpo. O delegado responsável pelo caso, Gustavo Barletta, pontuou que a Polícia realizará outras diligências para tentar confirmar ou excluir a hipótese de participação de terceira pessoa no crime. As investigações seguem em andamento. Na sexta-feira (3), a perícia apontou que encontrou o calmante clonazepam, que possui efeito sedativo e ansiolítico, no sangue do casal. Segundo a investigação há suspeitas de que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, autora do crime, tenha usado quantidade superior à informada em depoimento para reduzir a possibilidade de reação dos idosos. A PCMG informou que as investigações sobre o duplo latrocínio ocorrido no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, seguem com o objetivo de “esclarecer completamente a motivação, a dinâmica e todas as circunstâncias do crime”. Segundo o órgão, o crime está sendo investigado por meio do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio De acordo com a Polícia Civil, Paola Stefany Neto Cirino foi à residência dos idosos com a intenção de dopá-los e roubá-los. A perícia encontrou vestígios do calmante clonazepam no sangue do casal, mas não em Paola, que havia relatado ter tomado o remédio por ter tido um "surto psicótico". Segundo o delegado Gustavo Barletta, embora a diarista tenha afirmado ter ingerido o medicamento, exames não identificaram qualquer resquício da substância em seu organismo. Em audiência de custódia nesta sexta-feira (3), a prisão em flagrante da autora do crime, na madrugada de quinta-feira (2), foi convertida em prisão preventiva. Paola também furtou jóias, dinheiro e outros bens do apartamento de luxo após matar as vítimas, e vendeu os relógios roubados, avaliados em R$ 108 mil. Segundo a PCMG, os relógios pertencentes às vítimas foram localizados e devolvidos pelo comprador na quinta-feira. “Até o momento, não há indícios de que ele (o comprador) tenha agido de má-fé”, diz a polícia em nota. A defesa da diarista afirma que "as razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes". Inicialmente, o boletim de ocorrência apontava que Cláudio havia sido atingido por 17 facadas, apenas no tórax. Na manhã desta quinta-feira (2), o delegado confirmou que a contagem inicial se referia apenas aos golpes no tórax, e que o idoso tinha marcas também no rosto, no pescoço, nas costas e na nuca. O idoso teria levado mais de 40 facadas. O investigador afirmou que Maria Clotilde também sofreu "diversos" golpes de faca, mas a quantidade exata não foi divulgada, pois os laudos periciais ainda precisam ser concluídos. *Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão