Comumente associados à alta performance em esportes de força e no fisiculturismo, os esteroides anabolizantes (EAs) são medicamentos que promovem o crescimento celular e o desenvolvimento de tecidos no organismo. Derivadas da testosterona, o principal hormônio sexual masculino, essas substâncias também são usadas por pessoas que não têm pretensão de ser atleta, mas buscam resultados rápidos na questão estética. Para o médico Paulo Muzy, a utilização desses recursos não garante resultados expressivos na academia.

"EAs não são garantia de ter um bom físico. Existem pessoas que usam e não saem do lugar. Chamamos eles de 'non-responders' [não responsivos na tradução livre para o português]. Também há pessoas que não são responsivas ao treinamento. Não quer dizer que elas não podem melhorar. Quer dizer que elas nunca serão atletas profissionais –mesmo usando as quantidades de drogas que um atleta profissional usa", diz o profissional da saúde em entrevista à coluna.

Embora essa categoria de remédios tenha diversas aplicações médicas, seu uso para fins estéticos ou performáticos –o que inclui o esporte– é, além de arriscado para a saúde do usuário, proibido no Brasil.

Durante a conversa, o entusiasta e ex-praticante de fisiculturismo também relata que, atualmente, os novos usuários têm ainda menos receio com relação aos hormônios do que seus antecessores. Segundo Muzy, o "jovem que vai ao médico para conseguir uma receita de EAs não existe mais".