Presidente recebeu aumento de 29% em um ano, enquanto despesas administrativas e de governança chegaram a R$ 1,3 bilhão em 2025 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente da Fifa Gianni Infantino e Ministro da Cultura, Industrias Criativas, Juventude e Desporto de Cabo Verde António Augusto Sequeira Duarte — Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 06:16 Salário de Gianni Infantino na FIFA cresce 29% em 2025, atingindo R$ 30 milhões em meio a despesas recordes Gianni Infantino, presidente da FIFA, viu seu salário subir 29% em 2025, atingindo R$ 30 milhões, em meio a um recorde de despesas administrativas de R$ 1,3 bilhão. Desde 2016, a entidade expandiu sua estrutura, com 30 comitês permanentes e um aumento significativo nos custos com pessoal. Apesar do crescimento das receitas, as despesas continuam a aumentar, com previsão de US$ 1 bilhão para 2027-2030. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As receitas recordes da Fifa vieram acompanhadas de um crescimento significativo no custo de funcionamento da entidade. Gianni Infantino recebeu US$ 6 milhões — cerca de R$ 30 milhões — em salários e benefícios em 2025, aumento de 29% em relação ao ano anterior. Desde que assumiu a presidência, há uma década, os ganhos acumulados do dirigente ultrapassaram US$ 30 milhões — proximadamente 155 milhões. O aumento ocorre em meio à expansão da estrutura administrativa da Fifa. Apenas em 2025, os custos relacionados à governança chegaram a US$ 254,3 milhões (R$ 1,3 bilhão), o maior valor já registrado pela organização. A previsão é de que as despesas continuem crescendo. No ciclo entre 2023 e 2026, a entidade estima gastar aproximadamente US$ 905 milhões com administração e governança. Para o período seguinte, entre 2027 e 2030, o orçamento ultrapassa US$ 1 bilhão. Parte do aumento está relacionada à expansão do número de funcionários e ao crescimento dos custos com pessoal. Sem considerar profissionais diretamente ligados a competições, como a Copa do Mundo, a Fifa deverá gastar aproximadamente US$ 994 milhões com seus empregados no atual ciclo. O orçamento do próximo período acrescenta outros US$ 300 milhões às despesas de pessoal. A estrutura política também voltou a crescer sob a gestão de Infantino. Em 2016, após os escândalos de corrupção que atingiram a entidade, uma reforma reduziu o número de comitês permanentes de 26 para sete. O objetivo anunciado era tornar a administração mais eficiente. Dez anos depois, a Fifa voltou a ter 30 comitês permanentes, além de quatro órgãos independentes e do próprio Conselho da entidade. Mais de 500 dirigentes foram nomeados para integrar essas estruturas. O Conselho da Fifa conta atualmente com 36 integrantes, número 50% superior aos 24 membros do antigo Comitê Executivo, extinto após as investigações que abalaram a organização em meados da década passada. Os oito vice-presidentes recebem US$ 300 mil por ano. Os demais integrantes têm remuneração anual de US$ 250 mil. Os valores não incluem diárias de até US$ 250 durante compromissos oficiais nem contribuições previdenciárias pagas pela entidade. A Fifa também arca com salários e despesas dos principais integrantes das comissões permanentes e de três órgãos judiciais: os comitês de Ética, Disciplina e Apelações. Até o congresso anual da organização passou a representar uma despesa significativa. O evento custa aproximadamente US$ 30 milhões. Outra área com previsão de crescimento é a jurídica. O orçamento destinado a despesas legais deverá passar de US$ 55 milhões no atual ciclo para US$ 119 milhões entre 2027 e 2030. A entidade não detalhou os motivos para o aumento. A expansão ocorre em um período de crescimento histórico das receitas. A Fifa projeta arrecadar US$ 13 bilhões entre 2023 e 2026, aumento superior a 70% em comparação com o ciclo anterior. Diante dos valores movimentados, a entidade afirma que os custos administrativos representam uma parcela pequena do orçamento total e destaca que aproximadamente 90% das despesas são destinadas diretamente ao futebol. Ao assumir a presidência, em 2016, Infantino prometeu recuperar a imagem da organização após os escândalos que marcaram o fim da gestão de Joseph Blatter. Na ocasião, reformas reduziram comitês e alteraram a estrutura de governança.