Dos 26 convocados, apenas sete nasceram em território marroquino; França e Espanha são os países que mais forneceram jogadores ao elenco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bouaddi, de Marrocos, entra no radar do Real Madrid — Foto: Buda Mendes/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 06:27 Diáspora impulsiona seleção do Marrocos na Copa do Mundo 2023 A seleção de Marrocos na Copa do Mundo reflete a força da diáspora marroquina, com apenas sete dos 26 convocados nascidos no país africano. França e Espanha são os principais fornecedores de jogadores, totalizando 12 atletas. Seis jogadores, incluindo Ayyoub Bouaddi, nasceram e iniciaram suas carreiras na França, mas optaram por defender os "Leões do Atlas", destacando-se na competição e atraindo o interesse de grandes clubes europeus. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A França estará diante de parte do próprio trabalho de formação nas quartas de final da Copa do Mundo. Dos 26 jogadores convocados por Marrocos, seis nasceram e desenvolveram parte da carreira no futebol francês antes de escolher defender os “Leões do Atlas”. Entre eles está Ayyoub Bouaddi, uma das revelações do Mundial e nome que já desperta o interesse de grandes clubes europeus. O encontro entre as seleções evidencia uma das principais características da atual geração marroquina: a força da diáspora. Apenas sete atletas do elenco nasceram no país africano. Os outros 19 — o equivalente a 73% dos convocados — vieram ao mundo no exterior e optaram por representar a origem de suas famílias. França e Espanha são as principais fornecedoras de jogadores para a seleção. Cada país é o local de nascimento de seis atletas convocados por Marrocos para a Copa. No grupo formado no futebol francês estão Ayyoub Bouaddi, Issa Diop, Redouane Halhal, Neil El Aynaoui, Gessime Yassine e Samir El Mourabet. Alguns chegaram a representar a França nas categorias de base antes de escolher os “Leões do Atlas”. Bouaddi é o exemplo de maior destaque durante o Mundial. Nascido em Senlis, no norte da França, o meio-campista cresceu no país e passou pelas seleções francesas de base. Considerado uma das principais promessas de sua geração, decidiu posteriormente representar Marrocos. Aos 18 anos, o jogador do Lille ganhou espaço na seleção marroquina e se tornou uma das revelações da Copa. As atuações no torneio aumentaram a projeção do jovem e atraíram a atenção de alguns dos principais clubes da Europa. A escolha de Bouaddi também reforçou um movimento que se tornou estratégico para Marrocos nos últimos anos. A federação passou a acompanhar jovens de origem marroquina desde as categorias de base, especialmente em países europeus com grandes comunidades de imigrantes, e tenta convencê-los a defender a seleção antes que se consolidem em outras equipes nacionais. A França ocupa posição central nesse processo. Além de terem nascido no país, os seis jogadores passaram por estruturas francesas de formação e desenvolveram parte de suas carreiras em clubes locais. Agora, poderão enfrentar justamente a seleção do país onde cresceram em uma partida que vale vaga na semifinal da Copa. A Espanha exerce influência semelhante sobre o elenco. Achraf Hakimi, Brahim Díaz, Chadi Riad, Ismael Saibari, Munir El Kajoui e Ayoube Amaimouni nasceram em território espanhol e optaram por defender Marrocos. Hakimi, capitão e uma das principais referências da equipe, nasceu em Madri e passou pelas categorias de base do Real Madrid. Brahim Díaz chegou a disputar uma partida pela seleção principal da Espanha antes de escolher os “Leões do Atlas”, em uma decisão que ganhou grande repercussão no futebol europeu. Outros países também ajudaram a formar a seleção que chegou às quartas de final. Zakaria El Ouahdi, Bilal El Khannouss e Chemsdine Talbi nasceram na Bélgica. Anass Salah-Eddine, Sofyan Amrabat e Noussair Mazraoui são naturais dos Países Baixos. Yassine Bounou, o Bono, nasceu no Canadá.