Documentos da Junta Comercial do Paraná mostram que parte do dinheiro que capitalizou a Sports Media Participações), empresa que estrutura as finanças da FFU (Futebol Forte União), veio do exterior por veículos cujos beneficiários finais não constam dos registros públicos brasileiros: uma sociedade da Nova Zelândia e uma empresa brasileira controlada por offshore de Malta.
A FFU, associação que negocia direitos de transmissão de cerca de 30 times, está no centro de uma disputa que envolve o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a CBF e clubes e federações brasileiraos, que cogitam deixá-la.
Os documentos — atos societários da Sports Media Participações e da Geodex arquivados na Junta Comercial do Paraná, aos quais a Folha teve acesso — mostram que, em outubro de 2023, a Sports Media Participações foi capitalizada em R$ 310 milhões — R$ 200 milhões da GMI (Global Markets Investments), da Nova Zelândia, R$ 100 milhões da Geodex Empresa de Participações, de Curitiba, cujo capital é 82,5% detido pela maltesa Palmer Ventures Capital, e R$ 10 milhões de um sócio pessoa física.O grupo Sports Media detém, até 2074, participação de 20% nas receitas comerciais dos clubes da FFU. Em nenhum dos registros constam as pessoas físicas que são as beneficiárias finais dos dois veículos.








