Keir Starmer renunciou, e Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, será seu substituto antes do fim do mês. Isso se o roteiro do Partido Trabalhista não sofrer nenhum revés. Até lá, um termo ligado ao provável futuro primeiro-ministro ocupa os analistas. O que é o "manchesterismo" e o que ele significará para o futuro do Reino Unido?

De forma sucinta, descentralização de poder e um "socialismo pró-negócios", como o próprio Burnham definiu recentemente. Há muito mais no pacote, que vem sendo revelado, descoberto e especulado nas últimas semanas, assim como omissões.

Burnham, que deixou a condução da Grande Manchester para se eleger ao Parlamento, condição que o grupo de Starmer forçou para tentar deter sua ascensão, deve ser o único trabalhista a registrar candidatura nesta quinta-feira (9), no início do processo de sucessão do partido.

A janela de inscrições dura uma semana e se, como parece, não houver outro interessado, Burnham poderá se apresentar ao Rei Charles 3° no dia 20. Se surgir um concorrente, o processo deve se estender um pouco mais, porém sem tirar o favoritismo do ex-prefeito.

Descrito até como extremista de esquerda enquanto seu nome era apenas uma possibilidade, Burnham foi cuidadoso na escolha de palavras nas últimas semanas. Assegurou, por exemplo, a manutenção da responsabilidade fiscal em seu governo.