Presidente nacional do partido revelou que se reunirá nesta quarta-feira (8) com as cúpulas do Republicanos e do Podemos, legendas que espera ter na coalizão de apoio a Flávio Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em reunião do partido, em abril de 2025 — Foto: Beto Barata/PL O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, em entrevista coletiva, que, nos próximos 20 dias, espera reconciliar o presidenciável da sigla, senador Flávio Bolsonaro (RJ), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Esse é o prazo para a convenção nacional, que no dia 25 de julho vai formalizar a candidatura de Flávio à Presidência, na qual Valdemar espera ter a dupla lado a lado. Ele revelou que se reunirá nesta tarde com as cúpulas do Republicanos e do Podemos, os quais espera ter na coalizão de apoio a Flávio. O dirigente do PL explicou que de importante nesses próximos 20 dias, o que pode ter é a "reaproximação" entre Flávio e Michelle. "Não podemos sair brigando dentro de casa, nós temos que acertar isso aí em 20 dias pra gente tomar um rumo, porque a nossa convenção nacional vai ser dia 25", afirmou a jornalistas. "Então nós temos que ajustar isso até lá", completou, após almoço com parlamentares e empresários, promovido pela frente parlamentar pelo Brasil Competitivo. Vídeo gravado por Michelle, no qual acusou Flávio de destratá-la e humilhá-la, prejudicou a campanha presidencial do senador e o complicou ainda mais com o voto feminino. Mais cedo, em discurso durante o almoço, Costa Neto havia afirmado que "muita coisa pode acontecer nesses 20 dias", em tom de suspense. Ele disse que trabalhará muito por essa conciliação porque Michelle é fundamental para a campanha. "Ela tem talento, mostrou que é uma grande líder e nós precisamos dela com a gente", completou. Ele acrescentou que espera que Michelle decida se candidatar ao Senado pelo Distrito Federal. Sobre eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no pedido de revisão criminal — que busca a anulação da condenação de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado —, do qual o ministro Kássio Nunes Marques é relator, ele desconversou. "Depende do Supremo". Valdemar lembrou que no pleito de 2018, o ministro Edson Fachin deu decisão favorável, em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um recurso para que o então pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva pudesse concorrer à eleição naquele ano. Mas Fachin foi voto vencido, e Lula foi substituído por Fernando Haddad (PT). "Tudo pode acontecer", afirmou. Valdemar descartou que Flávio possa ser substituído por outro nome do PL ou da direita. "Não existe isso, não passa isso pela nossa cabeça". Depois, ressalvou: "Só se for pelo pai". Valdemar não explicou, mas, mesmo se Nunes Marques desse uma decisão favorável na revisão criminal, não seria suficiente para tornar Bolsonaro elegível porque isso depende do plenário do TSE. Ao afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria o único que poderia substituir Flávio na chapa presidencial, Valdemar foi questionado sobre a saúde dele, se ele seria capaz de sustentar uma campanha. O dirigente do PL ponderou que há o fator emocional de estar preso, mesmo em regime domiciliar, que agrava o quadro do ex-presidente. "Se ele estivesse solto, ele melhoraria, ele sairia pulando de alegria, sara na hora", brincou. Ao fim, Valdemar afirmou que se empenha para que tanto Republicanos e Podemos, com os quais se reunirá nesta tarde, quanto a federação União Brasil e Progressistas (PP) façam aliança com Flávio na campanha presidencial.