Os países romperam o cessar-fogo estabelecido em junho depois que os americanos acusados Teerã de atacar três navios cargueiros que atravessavam o esteito de Ormuz. De acordo com o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom), a ofensiva tinha como objetivo impor "custos elevados" ao Irã por atacar embarcações comerciais tripuladas por civis em uma das principais rotas marítimas do mundo. Mais cedo, o Irã afirmou que fecharia o Estreito de Ormuz se novos ataques contra o país acontecessem. A via é uma rota marítima importante por onde passam 20% de todas as exportações de petróleo mundiais, foi reaberto após a assinatura de uma minuta de entendimento entre o Irã e os EUA, no mês passado. De acordo com a TV estatal do país, Teerã também deve atacar alvos "inimigos" numa proporção de pelo menos dois para um, caso as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Otan, se concretizem. Ao menos oito membros das forças armadas iranianas morreram no último ataque dos EUA — Foto: Reprodução/TV Globo As ameaças de Trump "Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite", declarou a repórteres, acrescentando: "Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água, mas não queremos isso". Volodymyr Zelensky e Donald Trump em reunião na cúpula da Otan — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst As falas de Trump ocorrem em meio à cúpula da Otan, na Turquia. De acordo com o presidente norte-americano, devido à retomada da troca de ataques, o bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz pode ser retomado e os países da aliança concordaram em enviar embarcações caça-minas para ajudar a liberar a rota. "Atacamos a ilha de Kharg ontem, e eu falei: 'Não encostem no petróleo', porque talvez tomemos a ilha e não há nada que eles possam fazer sobre isso", declarou. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá coletiva de imprensa com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. — Foto: FILIP SINGER/Pool via REUTERS Ambos os países árabes atingidos abrigam bases militares de Washington: o Bahrein é a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait serve de quartel-general para as forças do Exército americano na região. Os dois governos acionaram alertas de mísseis para a população no início da manhã. LEIA TAMBÉM: