Para o pré-candidato do PSD, é “inaceitável” que o senador peça o adiamento de novo tarifaço contra o Brasil apenas para depois das eleições O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou na quarta-feira (8) que é “inaceitável” que o senador e também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) peça aos Estados Unidos para adiar o novo tarifaço contra o Brasil apenas para depois das eleições. Além disso, disse que, se o eleitor “votar no Flávio, vai reeleger o Lula”. “Com todo o respeito a ele, ao Flávio, [mas] se colocar numa sessão nos Estados Unidos e dizer que adie a tributação ou a tarifação a partir da eleição, é inaceitável”, disse durante evento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que reuniu pré-candidatos à Presidência e representantes do setor produtivo, em Brasília. Nesta semana, o senador do PL desembarcou em Washington com o objetivo de convencer o governo de Donald Trump a adiar a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros e se colocar como interlocutor privilegiado da Casa Branca. Para o presidenciável do PSD, essa articulação de Flávio foi infeliz. “Essa tem sido uma atitude infeliz por parte do pré-candidato Flávio Bolsonaro, já que este assunto não deve ser tratado apenas no interstício da campanha eleitoral”, disse. “O que nós precisamos é ter um governante que pense, que defenda o Brasil, não a sua posição pessoal e seu interesse pessoal”, completou Caiado. Diante do cenário atual, afirmou que quem votar no Flávio irá reeleger o Lula. "A verdade é essa, a candidatura dele está sendo construída do jeito que o PT deseja.” Assim como os pré-candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador de Goiás também reforçou nos discursos a preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. Ele não deixou claro o que deve fazer para solucionar o problema, mas garantiu que vai fazer “as reformas necessárias” para diminuir a inadimplência da população. Caiado também associou esse endividamento às bets. "Isso eu chamo de bets institucionalizadas, a que ponto nós vamos chegar? [...] A diminuição da compra hoje é enorme, o empobrecimento das famílias também", destacou. Além disso, ele aproveitou o momento para falar sobre os prejuízos do Brasil com a guerra entre Estados Unidos e Irã e atacar, de forma indireta, o presidente Lula. “Nós não precisamos do Estreito de Ormuz, não. É porque nós não temos exatamente um presidente que entenda e que saiba realmente sentar em uma mesa de negociação e saber o potencial do nosso país”, pontuou. Caiado voltou a criticar também o fim da escala 6x1. Assim como os pré-candidatos Flávio e Romeu Zema (Novo-MG), ele defende um modelo em que o trabalhador negocie sua escala com o empregador. O ex-governador classificou o fim desse modelo de trabalho como uma medida eleitoreira e nociva ao setor produtivo.