A edição de 2026 do Olympia –campeonato mais importante do fisiculturismo mundial– promete uma das mais competitivas da história da categoria 212. Além da disputa entre Keone Pearson e Shaun Clarida, que monopolizam o título desde 2022, haverá nomes como Lucas Garcia e Nihat Kaya –jovens com potencial e que, além de estrearem na competição, se colocaram entre os melhores do mundo no ano passado. Atletas que saíram da Classic Physique, como Courage Opara e Jose María 'Madelman' Bueriberi, se adequam cada vez mais ao volume da divisão. O brasileiro Vitor Porto, no entanto, promete dificultar as previsões.

Campeão do Toronto Pro Supershow e do South Florida Classic Pro na atual temporada, o fisiculturista baiano superou uma série de resultados abaixo do esperado –em 2025, ele caiu de top 5 para top 8 do Olympia, ficou com a terceira colocação no México Pro e foi vice-campeão do Argentina Pro. Em entrevista à coluna, ele fala sobre a importância desses títulos: "Satisfatório demais. Quando o atleta passa por uma fase ruim, é hora de recalcular a rota. Ele tem que parar para pensar, ver no que está errando, o que está acontecendo. Esses são os momentos mais importantes da carreira. São nas quedas que a gente consegue amadurecer tanto profissional quanto espiritualmente. Fui abaixo do esperado no Olympia, depois perdi no México. Tive que parar, respirar e mudar. Fechei com o 'Tchellow' (Marcello Alfonsi, preparador de Porto) e, depois de alguns meses e campeonatos, consegui voltar a vencer e reconquistar minha confiança".