PUBLICIDADE Virada histórica encerra sonho egípcio na Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Palestinos assistem ao jogo entre Egito e Argentina sentados sobre os escombros de prédios destruídos na Cidade de Gaza — Foto: Omar al-Qattaa/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 07:01 Virada polêmica da Argentina elimina Egito da Copa do Mundo O Egito foi eliminado pela Argentina em um jogo emocionante da Copa do Mundo, após estar vencendo por 2 a 0. A virada argentina, marcada por decisões controversas de arbitragem, foi um golpe para os egípcios, que sonhavam com um feito histórico. Com uma rica tradição futebolística, o Egito, liderado por Mohamed Salah, viu seu sonho se transformar em pesadelo, gerando um sentimento de injustiça entre os torcedores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os egípcios acabaram eliminados pela Argentina nesta terça-feira, em uma das partidas mais emocionantes da Copa. Sei que esta newsletter é sobre a guerra e questões geopolíticas ligadas ao Oriente Médio. Mas peço licença aos leitores para escrever sobre o Egito, que era um dos dois últimas seleções de países árabes, muçulmanos e africanos no torneio. O outro é o Marrocos, adversário da França nas quartas de final nesta quinta-feira. Virada faraônica – Um dos povos mais fanáticos por futebol no mundo, os egípcios sonharam com o que parecia impossível por alguns minutos, quando abriram uma vantagem de 2 a 0 contra a Argentina de Messi, atual campeã mundial. A dimensão faraônica da virada dos argentinos e a polêmica envolvendo algumas decisões da arbitragem traumatizarão por anos o Egito e até mesmo toda a torcida por esta seleção no mundo árabe, no mundo islâmico e na África. Como o Brasil – Nós, brasileiros, nos consideramos o país do futebol e imaginamos haver uma singularidade brasileira na relação com esse esporte. Imaginamos que nenhuma nação para, como o Brasil, quando tem jogo da seleção. Pensamos que nenhuma nação chora tanto quando é eliminada ou que celebra tanto quando conquista uma Copa. Talvez aceitemos que apenas a Argentina possa chegar perto, especialmente no quesito torcida. Ídolos egípcios – Mas algumas nações, e não apenas as da Europa, desfrutam de uma enorme conexão com o futebol, com suas seleções, seus jogadores e seus ídolos. Possuem tradições, cantos tradicionais, jogos históricos, ídolos do passado, grandes clássicos. É o caso do Egito, com seus gigantes Al-Ahly e Zamalek, seus ídolos Aboutrika e Salah. Podem não ter os títulos de Brasil ou Argentina, mas desfrutam da mesma paixão que temos pelo futebol. Olimpíadas – O Egito disputou sua primeira Olimpíada no futebol em 1920. Foi a única seleção não europeia a participar daquela edição. É a nação com mais títulos da Copa da África de seleções, com sete. Por algum motivo, acabou eliminada com requintes de crueldade nas Eliminatórias africanas uma série de vezes. Quando conseguiu a classificação, não avançou. Campanha – Desta vez, foi diferente. O Egito se classificou para a segunda fase invicto, ao empatar com a Bélgica e o Irã e derrotar a Nova Zelândia. Venceu a Austrália nos pênaltis nos 16 avos. O desafio seguinte foi a Argentina, de Messi. Mas o Egito também tem seu craque internacional, Mohamed Salah, o maior ídolo do Liverpool neste século. Tenham certeza de que dezenas de milhões de egípcios nas megalópoles do Cairo e de Alexandria acompanharam o jogo em suas TVs na noite egípcia. Roubo – O sentimento geral dos egípcios é de que foram roubados, como vimos nas entrevistas do técnico e de uma série de jogadores. Afirmam categoricamente que a arbitragem beneficia a Argentina e Messi. O sonho de seguir na Copa do Mundo virou pesadelo. Certamente, muitas crianças choraram no Cairo e em Alexandria quando um gol do Egito foi anulado e quando o árbitro confirmou um gol da Argentina em situação parecida, já que teria havido um pênalti em Salah. Direito ao sonho – Nós, brasileiros, argentinos, alemães, italianos, franceses, espanhóis, ingleses e uruguaios, temos sorte de sermos de nações que já foram campeãs. Seria uma espécie de oligopólio do Mundial. Mas os egípcios também possuem o direito de sonhar e de ganhar, desde que as regras sejam aplicadas com igualdade a todos, sem favorecer nenhuma seleção.
A guerra do Egito contra a Argentina
Virada histórica encerra sonho egípcio na Copa do Mundo
















