O caso é mais um em um número crescente de disputas entre editoras e empresas de tecnologia sobre o uso de conteúdo publicado em redes sociais ou utilizado para o treinamento de IA A autoridade de concorrência da França ordenou que a Meta retome as negociações com grupos de mídia franceses sobre pagamentos pela publicação de conteúdo, após as editoras registrarem queixas após o colapso das negociações anteriores. O caso é mais um em um número crescente de disputas entre editoras e empresas de tecnologia sobre o uso de conteúdo publicado em redes sociais ou utilizado para o treinamento de inteligência artificial, o que tem desencadeado diversos litígios. A autoridade francesa afirmou ter constatado que as práticas empregadas pela Meta em seus métodos de cálculo de taxas provavelmente constituem abuso de posição dominante. O órgão ordenou que a proprietária do Facebook e do Instagram apresente os detalhes de seu plano de pagamento no prazo de 15 dias. Na União Europeia, os “direitos vizinhos” permitem que veículos de mídia impressa busquem remuneração pelo uso digital de seu conteúdo. Um acordo anterior entre a Meta e as associações de imprensa DVP e APIG, cujos membros incluem os jornais Les Echos e Le Monde, terminou em 2024. Desde então, as duas partes não chegaram a um acordo sobre o valor devido, o que significa que a mídia francesa não recebeu pagamentos. “Não estamos lidando com uma situação em que há uma recusa em negociar. Em vez disso, a negociação está ocorrendo sob condições nas quais há uma recusa em considerar uma metodologia alternativa ou em compartilhar os dados necessários para essa metodologia alternativa”, disse Benoit Coeure, presidente da autoridade antitruste, a repórteres. — Foto: Benoit Tessier/Reuters