Agência britânica de segurança afirmou que agressões aconteceram nas últimas 24 horas; Catar e Arábia Saudita responsabilizaram República Islâmica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navio de bandeira de Gâmbia segue ancorado na entrada do Estreito de Ormuz — Foto: Amirhossein KHORGOOEI / ISNA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 17:05 EUA Revogam Suspensão de Sanções ao Petróleo Iraniano Após Ataques Os Estados Unidos revogaram a suspensão temporária das sanções ao petróleo iraniano após ataques a três navios no Estreito de Ormuz, classificados como "inaceitáveis". O Catar e a Arábia Saudita responsabilizam o Irã pelos incidentes. A decisão dos EUA ocorre em meio a tensões persistentes, apesar do cessar-fogo vigente após conflitos no início do ano. O Estreito de Ormuz permanece um ponto crítico nas negociações EUA-Irã. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo dos Estados Unidos revogou nesta terça-feira (7) uma licença que suspendia temporariamente as sanções ao petróleo do Irã, classificando as ações de Teerã no Estreito de Ormuz como "totalmente inaceitáveis". De acordo com a agência britânica de segurança máxima UKMTO, três navios foram atingidos por projéteis nas águas do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. — As ações do Irã no estreito foram totalmente inaceitáveis para os Estados Unidos e terão consequências — afirmou à AFP um funcionário do Departamento do Tesouro americano. A isenção anunciada em junho havia permitido inicialmente que a República Islâmica produzisse, vendesse e entregasse petróleo bruto e produtos relacionados até o dia 21 de agosto. A agência britânica informou que dois petroleiros foram atingidos na área e um terceiro foi "impactado por um veículo aéreo não tripulado de origem desconhecida e sofreu danos estruturais menores". Nos três casos, a agência informou que não houve feridos nem danos ambientais. Segundo a UKMTO, a primeira embarcação foi atingida por um projétil, cuja origem não foi identificada, ao largo da costa de Omã, causando um incêndio. O Catar — um dos mediadores no conflito no Oriente Médio — denunciou que o metaneiro "Al Rekayyat" foi atacado enquanto navegava perto do Estreito de Ormuz e responsabilizou o Irã. — Consideramos o Irã plenamente responsável, do ponto de vista legal, por esse ataque e por qualquer dano ou repercussão decorrente dele — declarou o ministro das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari. O Catar convocou o vice-embaixador do Irã na terça-feira para apresentar uma queixa após um ataque a um navio-tanque de GNL catariano que navegava na costa de Omã, ataque que Doha havia atribuído anteriormente ao Irã. O Catar convocou o vice-embaixador do Irã após o ataque ao navio-tanque de GN, a quem pediuque o Irã "cesse imediatamente quaisquer práticas que prejudiquem a segurança regional e que se abstenha de colocar em risco a segurança da navegação internacional e o fornecimento global de energia". A Arábia Saudita também responsabilizou o Irã por um ataque ocorrido nesta terça-feira contra um de seus petroleiros enquanto este transitava pelo Estreito de Ormuz. O Ministério das Relações Exteriores saudita denunciou em um comunicado "o ataque do Irã ao petroleiro saudita Wedyan enquanto este transitava pelo Estreito de Ormuz, bem como o ataque ao petroleiro catariano Al-Rekayyat". Após os ataques, os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira. O preço do petróleo Brent, proveniente do Mar do Norte, para entrega em setembro, subiu 3,01%, para US$ 74,16 o barril. Seu equivalente nos EUA, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, subiu 2,76%, para US$ 70,44 o barril. Cessar-fogo em vigor Os incidentes ocorreram apesar do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã na guerra iniciada por ataques americanos e israelenses contra Teerã no fim de fevereiro. O futuro do Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para as exportações de hidrocarbonetos do Golfo, que o Irã bloqueou durante a guerra, é um dos pontos de atrito nas negociações com os Estados Unidos para pôr fim de forma definitiva ao conflito.