Nigel Farage, líder do partido populista Reform UK, disse nesta terça-feira (7) que renunciava ao cargo de parlamentar para disputar uma nova eleição local contra "o establishment", que ele acusou de travar uma guerra contra ele com acusações sobre suas finanças.

Farage, 62, afirmou ser vítima de "ataque coordenado" da grande mídia e de outros partidos por causa de presentes dados a ele por seus apoiadores pessoais.

Descrevendo como a gota d'água o que chamou de intrusão da mídia na privacidade de sua família, Farage disse que convocou uma eleição parlamentar para continuar representando a área litorânea de Clacton, no sul da Inglaterra, "para mostrar o dedo do meio para todo o establishment".

"Não vou tolerar que nenhum membro da minha família seja colocado em risco por causa do que escolho fazer na vida pública. Então sim, vocês podem perguntar se estou com raiva, bem, nunca estive tão furioso na minha vida", disse ele, acrescentando que estava renunciando para forçar a eleição em Clacton.

"Esta será uma eleição suplementar do povo contra o establishment", afirmou. "É uma chance de mostrar o dedo do meio para todo o establishment."