Defesa explicou que uma espingarda foi um presente a Bolsonaro e “sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa" importadora, mas não explicou sobre a pistola Glock O Batalhão da Polícia do Exército de Brasília informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na noite desta segunda-feira (7) que não está com duas das oito armas que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou estarem custodiadas no batalhão da polícia da Força. Os advogados haviam informado ao ministro que oito dos dez armamentos vinculados ao ex-presidente estavam com o Exército desde 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Após Moraes determinar que a Polícia do Exército entregasse os objetos à Superintendência da Polícia Federal (PF), no entanto, o Exército confirmou a transferência, mas fez a ressalva quanto uma pistola Glock 9x19 COLOmm Parabellum e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12 GA. Na sequência, a defesa do ex-chefe do Executivo se manifestou indicando que, após nova checagem, verificou que a espingarda ficou, desde a sua aquisição, sob a guarda da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, que importa armamentos em Caxias do Sul (RS). Os advogados justificaram dizendo que o objeto foi um presente a Bolsonaro e “sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa, circunstância que explica sua permanência naquele estabelecimento comercial até o presente momento”. Por fim, a defesa pediu ao ministro que indicasse as providências que deveriam ser tomadas para a transferência da espingarda para a PF. Os advogados, no entanto, não explicaram sobre a pistola Glock, que, segundo a Polícia do Exército, não foi entregue à PF por não estar no batalhão. Ontem, Moraes determinou que o Comando do Batalhão da Polícia do Exército de Brasília entregasse as oito armas de Bolsonaro que estariam acauteladas no batalhão. A determinação serve para cumprir a decisão do ministro que, ao prorrogar a prisão domiciliar de Bolsonaro na sexta-feira (3), listou dez armas vinculadas a ele que deveriam ser entregues à PF pela defesa: Pistola Forjas Taurus calibre .380; Pistola Forjas taurus calibre .40 Smith & Wesson, de uso restrito; Pistola Glock calibre 9x19, de uso restrito; Pistola Caracal, calibre 9x19, de uso restrito; Pistola Arex, calibre 9x19, de uso restrito; Pistola SIG-Sauer calibre 9x19, de uso restrito; Espingarda Maestro Arms Company calibre 12; Espingarda Typhoon calibre 12, de uso restrito; Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62x51 mm, de uso restrito; Carabina/Fuzil Caracal calibre 5,56x45 mm, de uso restrito. Ao prorrogar a domiciliar de Bolsonaro, Moraes revogou o Certificado de Registro de Colecionador Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente. O descumprimento de qualquer ordem, diz o ministro, implicará na revogação da domiciliar, com o retorno do ex-presidente ao regime fechado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Ele começou a cumprir pena em instalações da PF. Depois, foi transferido para a “Papudinha”, como é conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele conseguiu o benefício da domiciliar em 24 de março, quando deixou o hospital DF Star, onde tratava de um quadro broncopneumonia por aspiração. O ex-presidente chegou a ficar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Adriano Machado/Reuters
Exército diz que não está com duas armas de Bolsonaro e defesa diz que uma delas está no RS
Defesa explicou que uma espingarda foi um presente a Bolsonaro e “sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa" importadora, mas não explicou sobre a pistola Glock











