A sinalização de Neymar de que deve se aposentar da seleção brasileira depois da eliminação da Copa neste ano foi recebida com relativo descrédito por dirigentes de federações, assessores técnicos e integrantes da CBF.
De acordo com análise de três deles ouvidos pela coluna, as declarações do jogador, feitas no calor da derrota para a Noruega, no domingo (5) não devem ser tomadas como definitivas.
Eles citam o exemplo de Leonel Messi, que anunciou a aposentadoria da seleção argentina depois de uma sequência de derrotas. Poucos meses depois, ele voltou atrás, seguiu na equipe, bateu recordes e conquistou diversos títulos —entre eles, a Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Há diferenças entre o momento em que o anúncio ocorreu. Messi tinha 29 anos. Neymar tem 34. O argentino era então já considerado um dos melhores do mundo, condição que manteve inabalada até hoje. O brasileiro, apesar do histórico, está em um momento de declínio na carreira.
A sinalização de que ele teria desistido de vez da seleção foi festejada por seus críticos, que celebraram o fim da Era Neymar.












