Os projetos de megaconstelações de satélites podem ter consequências devastadoras para a astronomia, segundo o Observatório Europeu Austral (ESO). Ao todo, em torno de 1,7 milhão de equipamentos podem ser lançados na órbita terrestre nos próximos anos.

Um estudo, realizado pelo ESO e publicado no último dia 29 na revista Astronomy & Astrophysics, avaliou até que ponto as constelações de satélites de grande porte e muito brilhantes podem um dia afetar as observações astronômicas ao clarear o céu noturno.

Desde 2019, o número de satélites na órbita da Terra aumentou rapidamente. Hoje, estima-se que somem 14 mil, sendo em sua maioria satélites da Starlink, da SpaceX.

A empresa de Elon Musk diz que prevê colocar em órbita mais um milhão de satélites, voltados a centros de dados espaciais.

Outros projetos, como o Cinnamon, da empresa E-Space, ou constelações chinesas CTC-1 e CTC-2, podem resultar no acréscimo de várias centenas de milhares de satélites à órbita terrestre.