É importante reconhecermos a diferença que há entre o que temos hoje no Brasil e o que existe na elite 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cristiano Ronaldo e Lamine Yamal após a Espanha eliminar Portugal na Copa do Mundo — Foto: Kevin C. Cox / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 19:50 Espanha Elimina Portugal e Aposenta Cristiano Ronaldo em Jogo Histórico Espanha eliminou Portugal e aposentou Cristiano Ronaldo em um jogo que parecia outro esporte em comparação ao Brasil x Noruega. A Espanha, campeã da Europa, mostrou superioridade tática e técnica, eliminando um dos favoritos. Com Luis de la Fuente no comando, a equipe espanhola mantém uma impressionante sequência de 35 jogos sem perder. A vitória destaca a diferença entre o futebol de elite europeu e o praticado pelo Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Espanha eliminou Portugal e aposentou Cristiano Ronaldo ontem em um jogo em que deu a impressão de nem passar a terceira marcha. Campeã da Europa e grande favorita para ganhar a Copa antes de ela começar, a Espanha ainda parece tentar encontrar seu melhor ritmo, sua melhor conexão entre jogadores de ataque que ainda parecem estar usando a competição para ganhar ritmo de jogo. É uma coisa meio surreal, considerando que estavam jogando umas oitavas de final contra a Portugal de Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e Vitinha. Mas a Espanha jogou o suficiente para eliminar outra das favoritas. E ponto. Ver esse jogo depois do Brasil e Noruega do domingo foi um exercício de humildade. Porque parecia outro esporte. As trocas de passes, posicionamento, recomposição e disciplina táticas de ambos os times era uma coisa que nunca vimos com a seleção brasileira nesse ciclo. Está certo que Portugal e Espanha são dois dos times mais entrosados e mais bem treinados do planeta e que parece um crime que um confronto como esse tenha sido umas oitavas de final. Esse gosto agridoce, essa sensação de que podia ter sido umas semifinais são evidentes, mas Portugal é a única culpada desse vexame protagonizado na que foi a última Copa do Cristiano. Ano passado eles já tinham se enfrentado numa final de Liga de Nações espetacular, com Nuno Mendes marcando um gol e criando outro para Cristiano e levando Portugal a uma disputa de pênaltis incrível. Foi a única “derrota” da Espanha nesse ciclo — entre aspas porque um tropeço nos pênaltis não conta como derrota, o que faz a Espanha ter chegado agora a 35 jogos seguidos sem perder. Não só isso, eles estão desde a fase de grupos da Copa de 2022, no Catar, sem sofrer um gol. O trabalho de Luis de la Fuente não é de quatro anos. Eu já escrevi aqui na coluna sobre a história dele, um ex-lateral do Athletic Bilbao que assumiu a seleção espanhola sub-15 em 2013 e treinou mais da metade desses jogadores que estão hoje na Copa na base. Muitos deles conhecem o técnico, sua filosofia e método há uma década e têm com ele uma relação que vai muito além do profissional. Na Euro, a Espanha venceu com recorde de gols, com 11 jogadores participando desses 15 gols nas sete vitorias em sete jogos, algo que nenhuma seleção tinha conseguido nunca. A Espanha superou a Alemanha e agora é a recordista de títulos da Euro com quatro. Isso mesmo... QUATRO! Nenhuma outra seleção europeia tem tantos títulos. Só a Alemanha tem três. Isso mostra o equilíbrio e competitividade de uma Euro, e acho que nós não compreendemos a transcendência que esse campeonato tem pra eles e pro futebol mundial. A Copa América, pra nós, é um torneio quase irrelevante. A Espanha venceu a França duas vezes nos últimos dois anos, duas vitórias em duas semifinais, da Euro e da Nations, o que diz muito sobre o espírito competitivo desse time. Lamine Yamal pouco fez no jogo de ontem, que quem decidiu foram dois reservas, nos acréscimos, como já tinham feito contra a Alemanha na Euro, um dos jogos mais espetaculares que eu vi dentro de um estádio. Em um momento em que estamos ainda nos recuperando de outra derrota precoce em Copa do Mundo contra um rival mediano, a Noruega, como foi contra a Croácia e a Bélgica, acho importante a gente reconhecer a diferença que há hoje entre o que temos no Brasil e o que existe na elite. Estamos a anos luz do futebol praticado por essas seleções, em tática e talento. Ou nos olhamos no espelho e fazemos uma autocrítica, ou nosso caminho pode ser o mesmo da Itália ou Alemanha. A camisa já não pesa, e o Brasil precisa reagir de forma estrutural.
Portugal e Espanha praticaram um esporte diferente de Brasil e Noruega
É importante reconhecermos a diferença que há entre o que temos hoje no Brasil e o que existe na elite








