É sempre bom lembrar que são eles, e não o time de Mbappé e Olise, os atuais reis da Europa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lamine Yamal em Espanha x Áustria — Foto: VALERIE MACON / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 21:26 Lamine Yamal Brilha na Estreia da Espanha na Copa do Mundo A Espanha iniciou sua campanha na Copa do Mundo com um destaque para Lamine Yamal, que brilhou na vitória sobre a Áustria, superando sua lesão e demonstrando talento que quase lhe rendeu a Bola de Ouro. Sob o comando de Luis de la Fuente, a equipe mantém a tradição do jogo coletivo, mas agora gira em torno do jovem gênio. Com Pedri e Rodri no meio e uma defesa sólida, a Espanha, atual campeã europeia, cresce discretamente, enquanto a França atrai os holofotes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Lamine Yamal tinha mandado o recado e contra a Áustria, mostrou com a bola o que já tinha dito no microfone: a Copa do Mundo só começa agora. A Espanha finalmente parece ter chegado aos EUA e, com ela, seu melhor jogador, que mostrou lampejos do talento extraordinário que o elevou ao patamar de segundo melhor jogador do mundo na temporada passada, perdendo por pouco a Bola de Ouro para Ousmane Dembélé. A Espanha amassou a Áustria com um baile de Lamine, que jogou quase os 90 minutos e deu sinais de que a lesão incômoda no posterior da coxa já está superada. Com suas corridas estonteantes vindas da ponta direita, Lamine começa a parecer aquele jogador virtualmente imparável, e nada mais natural que o sistema do técnico Luis de la Fuente gire em torno dele. Talvez o maior legado deixado pela geração de ouro de Xavi, Iniesta, Alonso e companhia tenha sido a deferência ao jogo coletivo. O tiki-taka de Luis Aragonés e Vicente del Bosque na seleção e de Pep Guardiola no Barcelona construiu essa cultura de ter o time sempre acima do individual. Desde a explosão de Lamine, com 16 anos, porém, o país descobriu o delicioso constrangimento de ter que depender e montar seu sistema em função de um gênio de 18 anos, que faz com que seu brilhantismo individual se transforme no começo, meio e fim da equipe. Mas com um matiz que não pode passar despercebido. Lamine foi eleito MVP do jogo, mas não marcou nem deu assistência para nenhum dos três gols, que saíram todos pelo lado esquerdo. É difícil pensar em uma grande equipe que gira em torno de um grande jogador de ataque não depender — e muito — dele para marcar ou ao menos produzir os seus gols. A Espanha conseguiu vencer com facilidade com Lamine, influenciando a partida de maneiras mais sutis — atraindo a pressão, desestabilizando a organização defensiva da Áustria e criando as condições para que outros se destacassem. Talvez este seja o detalhe mais encorajador para a Espanha agora que chegam as partidas mais importantes. Porque enquanto todos os olhos estão postos em Lamine, o coletivo impoluto de De la Fuente funciona como sempre. Com Pedri e Rodri fazendo o jogo girar pelo meio, uma defesa que não leva gols desde a fase de grupos da Copa do Catar e um time que não perde há 34 partidas consecutivas com uma solidez invejável em todas as linhas. É verdade que a França tem sido o time da moda nessa Copa, encantando a todos com um carrossel sedutor e uma fonte inesgotável de talento. Mas essa França perdeu duas vezes para a Espanha nos últimos dois anos, nas semifinais da Liga das Nações e da Eurocopa. Lamine não só marcou como deu espetáculo nos dois jogos, mostrando claramente quem tem mais hierarquia no futebol de seleções na Europa neste momento. O garoto chegou à Copa com uma lesão incômoda e começou a campanha no banco. Mas, à medida que foi ganhando minutos e ritmo, a Espanha voltou a parecer cada vez mais com a Espanha de sempre. A entrada de Alex Baena no lugar do lesionado Nico Williams também ajudou muito nessa evolução, trazendo de volta a velocidade que estava faltando no lado oposto a Lamine, virando uma peça-chave para o equilíbrio do time. Com toda a atenção posta na França, a Espanha vai comendo pelas beiradas e crescendo na hora certa. Por isso, é sempre bom lembrar que são eles, e não o time de Mbappé e Olise, os atuais reis da Europa.
A Copa do Mundo começou para Espanha e Lamine Yamal
É sempre bom lembrar que são eles, e não o time de Mbappé e Olise, os atuais reis da Europa











