Cinco anos depois de o presidente Jovenel Moise ser assassinado a tiros em sua residência em Porto Príncipe, na madrugada de 7 de julho de 2021, o Haiti segue mergulhado em um ciclo de violência que se ampliou e convergiu as crises humanitária, econômica e institucional que desestruturam o país.
Nos últimos anos, facções ligadas a grupos políticos controlam a maior parte da capital haitiana e avançam sobre áreas rurais que antes escapavam de seu domínio. A tentativa mais recente da comunidade internacional de conter esse avanço é a Força de Supressão de Gangues (GSF, na sigla em inglês), uma missão multinacional autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU que começou a atuar em Porto Príncipe.
O grupo é uma tentativa de, junto às forças policiais haitianas, enfrentar as milícias armadas que são os principais atores envolvida na onda de violência no país. Desde 2024, o Haiti recebia a Missão Multinacional de Apoio à Segurança, liderada por oficiais quenianos e financiada em grande parte pelos Estados Unidos.
Apesar de sucessos pontuais, no entanto, as tropas não conseguiram conter a expansão das gangues e, portanto, saíram do país em abril deste ano, quando começaram a atuar os integrantes da GSF —que reúne agentes de diversos países, principalmente o Chade. Espera-se que a nova missão assuma o papel da anterior com maior força, mas ela só deve atingir seu efetivo planejado de 5.500 integrantes no fim deste ano.








