Quatro homens do sul da Flórida foram condenados nesta sexta-feira (8) por conspirar para matar o presidente haitiano Jovenel Moïse em 2021, contratando mercenários para assassiná-lo em sua casa em Porto Príncipe, segundo a imprensa americana. Os quatro podem pegar prisão perpétua.

Os promotores do caso argumentaram durante o julgamento, que durou nove semanas em um tribunal federal de Miami, que os homens reuniram mais de 20 ex-soldados colombianos e os abasteceram com dinheiro, armas, munição e coletes táticos em uma conspiração para matar Moïse.

O presidente de 53 anos foi morto a tiros em julho de 2021 em sua residência particular nas colinas acima de Porto Príncipe, um assassinato que deixou um enorme vácuo político na empobrecida nação caribenha aprofundou a crise social no país ao encorajar gangues.

Foram julgados Arcangel Pretel Ortiz, 53, ex-informante do FBI, cidadão colombiano e residente permanente nos EUA; Antonio Intriago, 62, venezuelano-americano proprietário de uma empresa de segurança; James Solages, 40, haitiano-americano que trabalhava como faz-tudo; e Walter Veintemilla, 57, equatoriano-americano.

Eles foram condenados por múltiplas acusações de conspiração para matar e sequestrar uma pessoa fora dos Estados Unidos resultando em morte, e de fornecer apoio material ou recursos para realizar uma violação resultando em morte.