O complexo inteiro é avaliado na faixa de R$ 2,8 bilhões, ou R$ 44 mil por metro quadrado Foto: Daniel Teixeira/EstadãoA BGR Asset, gestora fundada por ex-executivos da BR Properties, concluiu a captação de R$ 42,8 milhões do seu fundo imobiliário BGR B32. O dinheiro vai para a compra de uma participação adicional no Birmann 32, o Prédio da Baleia, na Faria Lima. Com isso, a participação no fundo passará de 14,5% para 16%, com o complexo inteiro avaliado na faixa de R$ 2,8 bilhões, ou R$ 44 mil por metro quadrado.PUBLICIDADENa ponta vendedora estava o empresário Rafael Birmann, responsável pela concepção do empreendimento e que agora passa a deter 34%. Os outros 50% pertencem à Partage, empresa imobiliária da família Dellape Baptista. O prédio de 125 metros de altura virou um símbolo do mercado financeiro de São Paulo, com a escultura de uma baleia no jardim frontal. O local tem ainda restaurantes, café e anfiteatro com vista para a avenida.A estratégia da BGR Asset para o Prédio da Baleia começou em 2024, quando montou o fundo para captar investimentos de familly offices e clientes de altíssima renda. Ali, arrematou 13,5% do imóvel. O objetivo do fundo é reajustar os aluguéis dos inquilinos, acompanhando a evolução do mercado, e vender o ativo no futuro. Nos últimos dois anos, o aluguel no B32 subiu 35%, passando de R$ 260 para R$ 350 por metro quadrado.Demanda na região está aquecida“Já fizemos metade das revisionais de contratos. Nosso foco agora está na outra metade”, conta um dos sócios da BGR, Martin Jaco. “O mercado andou e nós queremos buscar mais valor”, diz, referindo-se ao crescimento das locações e à escassez de espaços vagos em escritórios na região.O maior exemplo dessa demanda aquecida na região foi a velocidade com que a BGR substituiu o Banco Master no edifício. A instituição ocupava cinco andares e deixou o local após ser liquidada pelo Banco Central. Dois meses depois, o espaço foi ocupado pela Shopee, que já tinha escritório ali e buscava área para expandir. “Já havíamos feito o trabalho antecipado de buscar inquilinos interessados. Quando avisamos que teria espaço vago no B32, a demanda foi três vezes maior”, relembra Jaco. Agora, o grupo está concentrado em alugar os dois únicos andares que estão vagos - o 29º e o 30º. “Estamos em negociação”.PublicidadeA BGR também concluiu na última semana a captação de R$ 137 milhões de outro fundo, o BGR Cidade Jardim. Os recursos vão para a conclusão da compra anunciada em janeiro de 50% do Edifício Cidade Jardim, um triplo A próximo da Faria Lima. O objetivo ali é similar ao projeto do B32, que é faturar com a alta dos aluguéis.Retomada pós-pandemia“Nos posicionamos mirando investimentos oportunísticos. O mercado de escritórios sofreu bastante durante a pandemia. Só depois começou a se recuperar. Hoje, o setor está voltando a ficar favorável ao proprietário, com vacância baixa”, complementa outro sócio da gestora, André Bergstein.Ao todo, a BG chegou a R$ 3,5 bilhões em ativos imobiliários sob gestão. A gestora tem veículos com retorno focado na geração de alugueis e distribuição de dividendos mensais; compra, valorização e venda dos ativos; e veículos híbridos, que combinam as duas estratégias.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 06/07/2026, às 18:08A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.PublicidadePara saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Gestora BGR compra mais um pedaço do Prédio da Baleia, na Faria Lima
Após captação de R$ 42,8 milhões, participação do fundo no edifício subiu de 14,5% para 16%







