Renan Santos e Ronaldo Caiado, embora tenham escolhido vices de seus próprios partidos, representam estratégias de campanha opostas. Caiado e Kassab apostam na política institucional. São, afinal, dois nomes consumados do jogo político tradicional. O PSD tem mais de mil prefeituras, palanques espalhados pelo país que servirão para ecoar a candidatura de Caiado. Suas falas têm poupado Flávio. Quando e se ele derreter, a escolha mais segura estará dada.

Já Renan e seu vice Aroldo Medina são a aposta antissistema. Ecoando Bukele e Milei, com campanha inteiramente focada nas redes sociais e uma militância altamente engajada, quer fazer barulho para ser ouvido. Não poupa ninguém, inclusive Flávio, e acredita que a postura agressiva nos debates pode lhe alçar para além das redes.

Qual dos dois irá decolar? Se eu tivesse que escolher apenas uma das estratégias, ficaria com a de Renan. Mas a verdade é que, até agora, nenhum deles rompeu sequer a barreira dos 3%. Se ao menos um candidato passar a barreira dos dois dígitos, dadas as reiteradas fragilidades que vêm se revelando de Flávio, haverá uma ponta de esperança na renovação da direita nacional. Os prognósticos, no entanto, não empolgam. Mesmo fazendo tudo certo, nada garante o sucesso.