O Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não chegaram a uma conclusão a respeito das investigações dos eventos adversos causados pela Butantan-DV, a vacina contra a dengue fabricada pelo Instituto Butantan.
O imunizante é considerado por especialistas e autoridades de saúde como uma ferramenta importante para o controle da dengue no país. Calor e chuva formam o cenário propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, para o aumento da infecção. O El Niño vai potencializar essas condições.
No dia 8 de junho, o ministério anunciou a interrupção do uso da Butantan-DV no SUS (Sistema Único de Saúde).
A decisão temporária ocorreu após a identificação de 42 episódios de reações adversas mais severas, que foram temporalmente associadas ao momento da aplicação da vacina.
"Os especialistas estão investigando detalhadamente nessas 42 pessoas se tem alguma condição clínica, algum motivo [que provocasse as reações]. A partir dessa investigação, será definido como a vacina poderá ser utilizada de forma segura para a população", afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.






