Em um debate no Senado sobre o fim da escala 6x1, a diretora executiva jurídica da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Luciana Nunes Freire, argumentou que os salões de cabeleireiro vão fechar aos sábados para atender mulheres que trabalham em escala 5x2. E questionou com certo tom de revolta:
"É certo isso?"
Por trás desse questionamento existe uma visão de país muito antiga: a ideia de que o tempo de alguns vale mais do que o tempo de outros. Além disso, nesse caso, existe uma interessante ironia, pois a Fiesp, que anos atrás popularizou o famoso pato amarelo para dizer que o setor produtivo não aceitaria arcar com certos custos do Estado, agora parece incomodada com a possibilidade de uma parte dos trabalhadores deixar de pagar o pato da nossa organização social.
Então, eu te pergunto:
Quem deve abrir mão de um dia a mais de descanso para que outra pessoa consiga fazer as unhas?







