O Governo de Minas Gerais tem apostado na limpeza de pichações e na retirada de veículos abandonados das ruas como parte de uma estratégia para reforçar a atuação do Estado em comunidades de Belo Horizonte marcadas pela disputa entre facções criminosas.

As medidas têm o objetivo de melhorar a percepção de segurança da população nesses locais e estão concentradas em operação no Aglomerado da Serra, a maior favela da capital mineira.

Ao lado do reforço policial e de apreensões, as medidas estão entre as prioridades da estratégia de segurança do governador Mateus Simões (PSD) no combate ao crime organizado. No entanto, elas são vistas com ressalvas por moradores e especialistas.

"As pichações são uma forma de elas [facções] apresentarem à comunidade a sua presença, impondo medo para aqueles que passam por ruas que estão pichadas", disse o governador na última segunda-feira (1º).

Presidente da associação de moradores do Aglomerado, Kika da Serra diz que a maior presença policial no local gera sensação de segurança aos moradores, mas questiona a maneira como as pichações são removidas.