Nos últimos seis meses, aportaram por aqui novos livros de autores que já têm público cativo entre nós, como a argentina Mariana Enriquez e o italiano Sandro Veronesi 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os escritores Mariana Enriquez, Sandro Veronesi e Ian McEwan — Foto: Reprodução O primeiro semestre de 2026 não conheceu nenhum fenômeno de vendas como foram os livros de colorir no ano passado. Segundo o Panorama de Consumo de Livros, pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira de Livros (CBL) e realizada pela Nielsen BookData, em 2025, cerca de 11 milhões de brasileiros (7,1% da população adulta e 40 do público consumidor de livros) comprou ao menos um livro de colorir. Ainda assim, o mercado editorial brasileiro vive um bom momento. De acordo com o mais recente Painel do Varejo de Livros no Brasil, pesquisa da Nielsen e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, no acumulado do ano (até 17 de maio), o setor cresceu 11,8% em vendas e 12,3% em faturamento em relação ao mesmo período de 2025. A pujança do mercado tem se refletido em mais investimento na ficção, seja nacional ou estrangeira. Nos últimos seis meses, aportaram por aqui novos livros de autores que já têm público cativo entre nós, como a argentina Mariana Enriquez, que transforma o corpo em cenário de horror nos contos de “Um lugar ensolarado para gente sombrio”, e o italiano Sandro Veronesi, autor do best-seller “O colibri”, que veio à Feira do Livro, em São Paulo, divulgar “Caos calmo”, romance sobre um homem que não percebe o quanto está transtornado pelo luto. O mestre inglês Ian McEwan lançou uma das obras mais celebradas de sua carreira: “O que podemos saber”. Ambientado em 2119, num mundo arrasado pelo apocalipse climático e por conflitos internacionais, o romance é protagonizado por um professor que busca obsessivamente um poema desaparecido há mais de um século. É uma boa ficção para ler depois da Copa, quando não pudermos mais driblar a realidade.